Mendonça sugere que Moraes merecia ser incluído no inquérito das fake news
"Não é este Ministro aquele quem deveria ter sido incluído naquela interminável investigação", argumentou o ministro em manifestação a Fachin
Ao responder à solicitação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para se manifestar sobre as acusações feitas por Alexandre de Moraes, o ministro André Mendonça (foto) sugeriu que o colega, e não ele, merecia ser incluído no famigerado inquéritos das fake news.
Moraes rebateu o relatório da Polícia Federal (PF) encaminhado por Mendonça a Fachin, que identificou o ex-relator do inquérito das fake news como receptor de mensagens de Daniel Vorcaro, com um pedido de investigação no inquérito das fake news por crimes como abuso de autoridade baseado em um relatório apócrifo da PF cheio de ilações como o colega de Supremo.
“Verifica-se que este Ministro signatário foi incluído no inquérito por uma requisição que não apontava fato algum, que selecionava documentos apenas pelo nome de Ministros, que se apoiava em informações de origem não declarada e que recolheu ‘relatórios’ sem autor identificado e sem data, com múltiplas advertências de que não se presta sequer ‘a instruir procedimento de qualquer natureza, a fundamentar representação, a subsidiar peça de defesa ou ser citado como fonte em documento externo’”, destaca Mendonça na manifestação, na qual pediu enfim a investigação de Moraes por abuso de autoridade e denunciação caluniosa.
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Inquérito das fake news
Assim como já tinha feito O Antagonista, o ministro destacou os parâmetros utilizados por Moraes para conduzir o inquérito das fake news e sugeriu que o colega mereceria ser incluído nele, a julgar pela própria régua do colega.
“Além disso, promove toda essa atuação no âmbito do Inquérito no 4.781/DF, que tem como objeto exatamente a investigação de ‘notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de seus membros e familiares, quando houver relação com a dignidade dos Ministros, inclusive o vazamento de informações e documentos sigilosos, com o intuito de atribuir e/ou insinuar a prática de atos ilícitos por membros da SUPREMA CORTE, por parte daqueles que têm o dever legal de preservar o sigilo’”, destaca Mendonça em sua manifestação (os grifos são dele), para arrematar:
“Nesse cenário, com todas as vênias, não é este Ministro aquele quem deveria ter sido incluído naquela interminável investigação, que se arrasta por mais de sete anos.”
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