Crusoé: Desistência de Bachelet é mais novo fiasco da diplomacia petista
Chilena apoiada por Lula e Celso Amorim teve um voto favorável e 11 contrários no Conselho de Segurança
A ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet (na foto, com Lula), desistiu de tentar se candidatar à secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) no sábado, 19.
Em votação informal no Conselho de Segurança, ela obteve apenas 1 voto favorável e 11 contrários.
Bachelet era apoiada pelo governo Lula, mas não tinha apoio nem sequer do governo do Chile, comandado por José Antonio Kast.
Posse no Chile
Lula desdenhou Kast ao não comparecer à posse do presidente chileno em 11 de março, mesmo sem ter qualquer compromisso relevante na agenda.
Kast, portanto, não tinha qualquer motivo para se dobrar aos desejos do brasileiro.
Aliás, o apoio do Brasil à candidatura de Bachelet pareceu mais uma provocação, porque era sabido que haveria uma mudança no governo do Chile, com a saída de Gabriel Boric, de esquerda.
Lula e a presidente mexicana Claudia Sheinbaum estavam muito mais querendo marcar posição do que conseguir de fato uma mudança na ONU.
Mulher
Bachelet não fez nada para merecer esse posto.
O único argumento para que ela assumisse o cargo é que “nunca uma mulher foi secretária-geral da ONU“.
Mas esse é um argumento manjado, que não convence ninguém.
Uigures na China
Bachelet teve uma atuação pífia como alta-comissária da ONU para os direitos humanos, cargo que ocupou entre 2018 e 2022.
Ela foi omissa…
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