Preço do petróleo no chão após Arábia Saudita “abrir a torneira”
O preço do petróleo tipo Brent e do WTI atingiram na manhã da última segunda-feira, 21, o menor nível desde 10 de setembro.
O preço do petróleo tipo Brent e do WTI atingiram na manhã da última segunda-feira, 21, o menor nível desde 10 de setembro. O movimento ocorreu apesar da continuidade das tensões envolvendo Irã, Arábia Saudita e os houthis no Iêmen.
O principal gatilho para a queda foi a expectativa de uma solução diplomática para o conflito. Uma reunião da ONU foi marcada para esta semana, aumentando as apostas de que as negociações possam reduzir os riscos para o fornecimento mundial de petróleo.
Quais ataques voltaram a colocar o preço do petróleo sob pressão?
A tensão, porém, está longe de desaparecer. No sábado, os houthis, apoiados pelo Irã, afirmaram ter lançado mísseis e drones contra alvos em Riad e contra uma instalação da Aramco em Yanbu, importante centro de exportação de petróleo no Mar Vermelho.
A situação também provocou movimentação diplomática. Após um pedido de ajuda feito pela Arábia Saudita a Pequim, a China pediu ao Irã que contivesse os houthis, segundo informações citadas pela Reuters na reportagem original.
Como a Arábia Saudita reagiu aos ataques?
A estratégia saudita ganhou destaque porque os ataques dos houthis atingiram justamente uma rota alternativa utilizada para transportar petróleo.
Com a interrupção da infraestrutura conhecida como oleoduto Leste-Oeste, a Arábia Saudita voltou a utilizar a rota pelo Estreito de Ormuz.
A mudança ajudou a ampliar novamente o fluxo de exportações. Os dados preliminares da Kpler mostram uma recuperação expressiva em setembro:
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O que os números revelam sobre a oferta mundial de petróleo?
A retomada saudita ocorre em um momento em que os fluxos de petróleo do Oriente Médio continuam surpreendentemente elevados. Analistas do JPMorgan estimaram que os fluxos dos últimos dez dias ficaram, em média, em 17,1 milhões de barris por dia.
Esse volume representa apenas 6,1 milhões de barris por dia a menos que a média registrada em 2025. O dado ajuda a explicar por que o mercado conseguiu absorver parte dos impactos provocados pela instabilidade regional.

O que pode acontecer com o petróleo daqui para frente?
O mercado passou a acompanhar simultaneamente dois movimentos que apontam em direções diferentes.
De um lado, os ataques mantêm elevado o risco de novas interrupções no abastecimento; de outro, a retomada das exportações sauditas e a possibilidade de negociações diplomáticas reduzem parte da pressão sobre os preços.
Assim, o próximo movimento do petróleo dependerá principalmente da evolução do conflito, das negociações diplomáticas e da capacidade dos grandes produtores de manter os fluxos internacionais.
A queda registrada em 21 de setembro mostra que, neste momento, o mercado reagiu mais fortemente às perspectivas de estabilização e ao aumento da oferta.
Fonte: Wallstreet online
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