Gigante norueguesa toca megaobra de US$ 9 bilhões a 200 km da costa brasileira com gasoduto submarino de 200 km e plataforma capaz de atender 15% da demanda nacional de gás
A operação trabalhará em águas que chegam a aproximadamente 2.900 metros de profundidade
A quase 200 km da costa brasileira, uma das maiores obras de gás natural em andamento no país já colocou tubos no fundo do oceano e começou a entregar seus primeiros poços. O Projeto Raia, operado pela norueguesa Equinor, envolve cerca de US$ 9 bilhões e foi desenhado para levar gás do pré-sal diretamente à rede nacional.
Em que estágio está a megaobra do Projeto Raia em 2026?
O projeto já saiu da preparação e entrou em uma fase pesada de execução submarina. Em 2026, a Equinor concluiu 186 km do trecho ultraprofundos do gasoduto e entregou o primeiro poço produtor, o PDA-P14.
A Equinor também informou a chegada da balsa Saturn a Macaé para executar a ligação por perfuração horizontal entre o trecho marítimo e a parte terrestre.

Como uma obra de US$ 9 bilhões funciona a quase 3 mil metros de profundidade?
Raia reúne poços submarinos, linhas de produção, um FPSO, navio-plataforma que processa e armazena fluidos, e um gasoduto que leva o gás já tratado até Cabiúnas, em Macaé. A lâmina d’água chega a aproximadamente 2.900 metros.
Os números oficiais mostram a escala do desenvolvimento:
O que acontece com o gás depois que ele sai dos poços?
O gás sobe dos poços até o FPSO e será tratado ainda em alto-mar para atingir a especificação comercial. Depois, seguirá pelo gasoduto submarino até Cabiúnas, onde entra no sistema nacional de transporte.
Esse desenho elimina uma etapa tradicional em terra:
- Produção: seis poços conectam as reservas submarinas ao sistema.
- Tratamento: o FPSO prepara o gás para venda ainda no oceano.
- Transporte: o duto leva o gás por cerca de 200 km até Macaé.
- Integração: a produção entra diretamente na malha nacional de transporte.
Como o avanço de 2026 muda o cronograma do projeto?
Os marcos deste ano aproximam Raia da fase de integração. O primeiro poço foi concluído e a maior parte ultraprofunda do gasoduto já foi instalada, mas o projeto completo ainda depende das conexões finais, do FPSO e dos demais poços.
A página atual do Projeto Raia mantém o início da produção previsto para 2028:
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Como essa plataforma pode atender 15% da demanda brasileira de gás?
Raia foi projetado para exportar até 16 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. A Equinor estima que esse volume poderá representar cerca de 15% da demanda brasileira quando o projeto entrar em operação.
O investimento de US$ 9 bilhões é feito pela Equinor junto com Repsol Sinopec Brasil e Petrobras. A norueguesa opera o projeto com participação de 35%.
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