Megaobra de R$ 200 bilhões já começou no Nordeste e terá dois prédios que somam quase 150 mil m² para erguer o maior data center da América Latina
O projeto no Ceará separa a obra atual de um plano bilionário que avança por etapas
O Complexo do Pecém, no Ceará, deixou de ser apenas endereço de indústrias e passou a receber uma das maiores obras de infraestrutura digital do país. O Data Center Pecém já tem a primeira fase em obras e integra um plano estimado em mais de R$ 200 bilhões, com dois edifícios que deverão somar quase 150 mil m².
Onde a megaobra de R$ 200 bilhões está sendo construída?
A megaobra está sendo implantada no setor II da ZPE Ceará, em Caucaia, dentro do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O projeto é desenvolvido pela Omnia Data Centers e terá o TikTok, da ByteDance, como cliente da fase inicial.
O anúncio oficial do TikTok confirma que esse será o primeiro data center da empresa na América Latina e que a operação inicial está prevista para 2027.

O que realmente entra nos R$ 200 bilhões anunciados?
Os R$ 200 bilhões não representam apenas os prédios que estão sendo erguidos agora. O valor é uma estimativa para o desenvolvimento completo do projeto ao longo de várias etapas, incluindo equipamentos de alta tecnologia e novas expansões.
Em abril de 2026, o Governo do Ceará informou que a primeira fase estava em obras desde janeiro e detalhou os valores e o cronograma apresentados para o empreendimento:
Por que os dois prédios terão quase 150 mil m²?
Os dois edifícios foram planejados para concentrar uma operação de processamento digital de grande escala. Cada prédio terá cerca de 75 mil m², segundo dados divulgados pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará.
Em maio de 2026, o Governo do Ceará voltou a informar quase 150 mil m² de área construída e capacidade de 200 MW de processamento. A estrutura precisa acomodar servidores, redes, alimentação elétrica, refrigeração e áreas técnicas de apoio.
Na prática, o complexo combina várias necessidades:
- Processamento: servidores trabalham continuamente com grandes volumes de dados.
- Energia: a operação exige fornecimento estável durante 24 horas.
- Refrigeração: o calor dos equipamentos precisa ser retirado sem interrupção.
- Segurança: áreas técnicas controlam acesso, redes e continuidade da operação.
Quem quer entender os bastidores da tecnologia no Brasil, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal InvestNews BR, que conta com mais de 280 mil visualizações, onde os apresentadores mostram o bilionário data center no Pecém:
Como o data center será abastecido de energia e água?
O projeto foi estruturado para operar com energia renovável e refrigeração em circuito fechado. Isso não significa que toda a infraestrutura energética já esteja pronta, porque parte dela ainda depende da implantação dos parques e do avanço das fases do complexo.
A Omnia e a Casa dos Ventos anunciaram em maio de 2026 um acordo de aproximadamente US$ 2 bilhões para fornecer até 300 MW médios de energia renovável ao Data Center Pecém:
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Quando a primeira fase deve operar e o que muda em Caucaia?
A fase inicial está prevista para começar a operar em 2027. O TikTok estimou mais de 4 mil postos de trabalho, entre temporários e permanentes, durante a primeira etapa de construção e operação.
O impacto tende a ir além dos empregos dentro do data center. Uma obra desse porte aumenta a demanda por energia, logística, manutenção, hospedagem, serviços técnicos e formação de mão de obra na região de Caucaia e do Pecém.
O ponto principal é separar a obra atual do plano completo. A primeira fase já está em execução, enquanto os mais de R$ 200 bilhões, os quatro estágios até 2033 e a escala final dependem do avanço do projeto ao longo dos próximos anos.
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