Rogério Marinho cobra Andrei por investigação envolvendo Lulinha
Senador e líder da oposição no Senado questionou atuação do diretor-geral da PF e afirmou que a corporação não pode ser “aparelhada”
O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou nesta sexta-feira, 18, a atuação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e questionou a condução das apurações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
Em publicação nas redes sociais, Marinho afirmou que Andrei precisa explicar por que, na avaliação dele, a PF aparentaria atuar para proteger aliados do governo petista.
“Andrei precisa explicar por que a PF parece agir para proteger aliados do governo do PT. Sete meses sem relatório sobre Lulinha, proximidade com Lula e suspeita de blindagem não são detalhe. A Polícia Federal não pode ser aparelhada!”, escreveu.
No vídeo publicado junto à mensagem, o senador também criticou a atuação da Polícia Judiciária e questionou a relação entre Andrei e Lula.
“A polícia judiciária brasileira está a serviço de um ministro que investiga seus pares e outras pessoas sem autorização judicial, sem um devido processo legal. Olha a gravidade do que está acontecendo no Brasil”, afirmou.
Na sequência, Marinho disse que Andrei teria proximidade com o presidente da República e relacionou essa relação à investigação sobre Lulinha.
“Nós temos um delegado da Polícia Federal que praticamente é amigo íntimo do presidente da República, que convive com ele, que conversa com ele e que coincidentemente é aquele que não conseguiu em sete meses produzir um mero relatório sobre a atuação do filho do presidente, Lulinha”, declarou.
O senador afirmou ainda que a ausência de um relatório após sete meses representaria, segundo sua avaliação, uma forma de proteção ao filho do presidente.
“Sete meses de blindagem, de proteção, de pouca vergonha, de promiscuidade, de aparelhamento da máquina pública de uma forma indecorosa. Isso é um pecado”, afirmou.
As declarações de Marinho ocorrem em meio ao embate envolvendo integrantes da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a condução de investigações e a atuação de autoridades da corporação.
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