Trump pergunta sobre o Irã: “Será que quero aniquilá-los ou não?”
Presidente americano afirma que avalia intervenção mais ampla contra Teerã e deve se reunir com líderes árabes na próxima semana
Donald Trump declarou nesta quinta-feira, 17, que se aproxima do momento de definir os próximos passos dos Estados Unidos no conflito com o Irã, podendo optar por uma ofensiva mais intensa contra o país.
A declaração foi dada ao site Axios e antecede um encontro do presidente com líderes de seis nações árabes marcado para a próxima terça-feira, 22, em Nova York.
Decisão pendente
Segundo o Axios, Trump afirmou estar diante de uma escolha determinante sobre o rumo da guerra. Em suas palavras: “Tenho uma grande decisão pela frente. Será que quero intervir e aniquilá-los ou não?”.
O republicano já havia feito declarações semelhantes em ocasiões anteriores, geralmente acompanhadas da alegação de que os objetivos militares americanos já teriam sido cumpridos. Desta vez, porém, evitou confirmar se a definição sairá antes ou depois das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para 3 de novembro.
Encontro com aliados árabes
O compromisso da próxima semana reunirá Trump com representantes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Catar, do Bahrein, do Kuwait e de Omã, países que sediam bases militares americanas já atacadas por mísseis iranianos durante o confronto. O evento ocorrerá paralelamente à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.
Trump indicou que a conversa deve influenciar sua decisão final. “Quero descobrir onde eles estão e como estão. Temos sido muito protetores com eles”, disse, referindo-se aos parceiros árabes.
Efetivo militar mantido
O presidente e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, determinaram que o contingente militar americano no Oriente Médio seja mantido no nível atual até o fim de 2026, como forma de garantir prontidão para uma eventual retomada de operações em larga escala.
Fontes ouvidas pelo Axios relatam que uma definição sobre o desfecho da guerra se tornou urgente, já que as tropas não poderiam permanecer indefinidamente em estado de alerta. Um plano para o período pós-conflito na região ainda estaria em elaboração.
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