Flávio Bolsonaro anuncia fiscais de urna para eleição
Candidato do PL diz que vai recrutar voluntários para acompanhar votação e apuração em todo o país
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou em live realizada nesta quinta-feira, 18, a criação de uma rede de voluntários credenciados para fiscalizar o processo eleitoral em todo o território nacional.
Segundo o parlamentar, a medida busca coibir supostas fraudes no momento do fechamento das urnas. Na mesma transmissão, ele criticou o reajuste do Bolsa Família e voltou a atacar decisões recentes do Supremo Tribunal Federal.
Recrutamento de voluntários
De acordo com Flávio, a campanha pretende selecionar e capacitar pessoas dispostas a atuar como observadoras durante a votação. Os interessados poderão se inscrever e passarão por um treinamento breve antes de exercer a função.
“Vamos começar a arregimentar pessoas para nos ajudar na fiscalização no dia da eleição. Então vamos divulgar os fiscais de urna. Basicamente a gente vai recrutar as pessoas, que vão poder se inscrever, vão ser credenciadas, vai ter um rápido ensinamento como é que faz pra gente fazer a fiscalização das urnas”, declarou.
O candidato defendeu que a presença desses voluntários seria mais relevante no encerramento da votação. “Em especial no momento que a urna fechou, a gente tem que ter gente nossa pelo Brasil inteiro fiscalizando para evitar que pessoas mal-intencionadas votem no lugar de outras e façam alguns tipos de atitudes ilegais como essas aí”, disse.
A legislação eleitoral já autoriza partidos, federações e coligações a credenciar representantes para acompanhar a votação e a apuração, conforme normas definidas pela Justiça Eleitoral.
Críticas a Lula e ao STF
Ainda durante a transmissão, Flávio comentou o aumento de 15% no valor mínimo do Bolsa Família, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que elevará o piso de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
Para o candidato, a medida tem motivação eleitoral: “Lula quer comprar o voto do pobre com isso. É na cara dura”. Ele afirmou que, se eleito, manteria o novo valor e ampliaria os benefícios do programa.
O parlamentar também retomou críticas à sessão do STF realizada na terça-feira, 16, convocada em meio à crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Classificando o episódio como lamentável, afirmou: “Houve ali claramente uma tropa de choque do Lula atuando de forma coordenada para coordenar o julgamento e fazer aquele show de horrores”.
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