Vorcaro “comprou os dois lados da polarização”, diz Caiado
Candidato do PSD afirmou que o ex-banqueiro teria buscado proximidade com nomes dos dois polos políticos para garantir proteção
O candidato à Presidência do PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira, 16, que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro “comprou os dois lados da polarização no Brasil”.
Segundo Caiado, o dono do Banco Master sabe que será solto caso o presidente Lula (PT) ou o senador Flávio Bolsonaro (PL) sejam eleitos.
“Um homem assalta bilhões de reais de aposentados, de fundos de pensão, fundos de empresas e encontra o Brasil polarizado. Ele diz: “eu vou comprar aqui o Alexandre de Moraes e vem no meu pacote o Lula. Vou comprar o Flávio Bolsonaro e vem no pacote o Bolsonaro”. Quer dizer, o cara é inteligente, ele não é bobo… comprou os dois lados da polarização no Brasil. Essa foi a certeza que ele teve: de que, depois da eleição, um dos dois vai soltá-lo!”, disse.
STF
Na terça, 15, Caiado afirmou que o bate-boca entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão sobre Moraes, constrange o país.
Em postagem no X, Caiado destacou que a sessão “expôs o limite do insustentável” e afirmou que o povo brasileiro não pode se calar.
“A sessão no STF expôs o limite do insustentável, e não podemos nos calar diante do que vimos hoje. O bate-boca entre ministros e o espetáculo degradante constrangem o país.”
O político goiano também mencionou o pedido de desculpas feito pela ministra Cármen Lúcia.
“Quando uma ministra precisa vir a público pedir desculpas ao povo brasileiro pelo papel do próprio Tribunal, fica claro que a instituição perdeu o rumo. Nós nos cansamos de ser reféns da instabilidade e não aceitaremos o apequenamento do nosso país. O Brasil precisa e vai voltar a ter ordem!”, afirmou.
O pedido de desculpas
Durante seu voto em uma questão de ordem, Cármen afirmou:
“Quem fala pelo Supremo é Vossa Excelência, presidente. Eu me sinto um pouco até envergonhada, presidente, de, no momento em que o Brasil está a menos de 20 dias da eleição, estarmos todos voltados a questões do Supremo, que são questões processuais, em parte com muita expressão e com questões graves mesmo”, lamentou.
Ela disse estar em estado de “profunda consternação e tristeza”, afirmou sentir-se “um pouco até envergonhada” e reconheceu que o Supremo, em vez de transmitir tranquilidade, “gerou intranquilidade” na sociedade.
Leia mais: “Aqui não tem choro”: Mendonça reage a Gilmar no STF
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)