Lindbergh tenta tirar lasquinha da crise no STF contra Flávio
Petista pediu ao Supremo bloqueio de até 72 milhões de reais em bens do senador e candidato à Presidência da direita bolsonarista
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 16, o bloqueio de até 72 milhões de reais em bens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O petista afirma que o valor estaria relacionado a recursos destinados pelo ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro ao financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Lindbergh, os recursos teriam relação com investimentos superiores a 3,6 bilhões de reais feitos pela RioPrevidência em negócios ligados ao Banco Master. O deputado sustenta que haveria uma conexão entre o financiamento do filme e um suposto desvio de recursos da previdência dos servidores do Rio de Janeiro.
“Estou convencido, pelas informações que a gente tem, cada vez mais seguras, de que há uma ligação com o desvio da RioPrevidência”, afirmou.
Lindbergh diz que o objetivo do pedido é preservar o patrimônio de Flávio para uma eventual reparação a aposentados e pensionistas da RioPrevidência. No vídeo em que apresentou a acusação, porém, o deputado não apresentou prova da ligação entre os recursos destinados ao filme e o suposto desvio.
Flávio Bolsonaro confirmou que procurou Vorcaro para obter financiamento para Dark Horse, mas nega qualquer irregularidade. O senador afirma que se tratava de um investimento privado em uma produção privada e que não recebeu vantagem nem ofereceu contrapartida.
A iniciativa ocorre no contexto da crise envolvendo o Banco Master e o STF, que teve uma sessão marcada por divergências entre os ministros nesta terça-feira, 15. A discussão sobre a tramitação conjunta de duas petições relacionadas ao caso foi suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino. O mérito das petições não chegou a ser analisado.
Com o pedido, Lindbergh leva para o Supremo uma nova frente da disputa política envolvendo Vorcaro, Flávio Bolsonaro, Banco Master e RioPrevidência.
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