“Espetáculo deplorável”, diz Moro sobre sessão do STF
"Ninguém pode estar acima da lei", escreveu o ex-juiz da Lava Jato no X
O senador Sergio Moro (PL-PR) classificou nesta quarta-feira, 16, a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) da véspera, 15, como um “espetáculo deplorável” de ataques pessoais e manobras processuais contra os ministros favoráveis a investigação da relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
“Ontem, o Brasil e o mundo assistiram, no STF, um espetáculo deplorável de ataques pessoais e manobras processuais contra os ministros que simplesmente entendem que devem ser investigadas as ligações suspeitas entre o Min. Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Ninguém pode estar acima da lei”, escreveu o ex-juiz da Lava Jato no X.
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A “consternação” de Cármen Lúcia
A ministra Cármen Lúcia, do STF, pediu desculpas ao povo brasileiro e fez uma autocrítica contundente à atuação da Corte nos últimos dias.
Durante a sessão, ela afirmou estar em estado de “profunda consternação e tristeza”, disse sentir-se “um pouco até envergonhada” e reconheceu que o Supremo, em vez de transmitir tranquilidade, “gerou intranquilidade” na sociedade.
A fala ocorreu durante a antecipação do seu voto sobre a questão de ordem de Gilmar Mendes em relação ao rito de tramitação do processo contendo o relatório da Polícia Federal (PF) com as mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.
“Eu estou nesta sessão em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje um dos colegas me dizia se eu estava aborrecida com alguma coisa, eu disse ‘eu estou triste’. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, que teria sido aquele a ser decidido, mas porque este STF, guarda da Constituição por determinação nela expressa, provocou, acho, um mal estar cívico em todos os cidadãos brasileiros nesses últimos dias”, disse a ministra.
“Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente, mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era de tentar resolver, mas as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais”, continuou.
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