Eleito 19 vezes o melhor destino do Brasil, este lugar transforma rios transparentes em passeios entre peixes
Águas claras e contato direto com a natureza ajudam a explicar a fama desse destino
Alguns destinos se tornam famosos por uma única atração. Bonito, em Mato Grosso do Sul, seguiu outro caminho: transformou rios transparentes, cavernas e cachoeiras em uma experiência inteira de viagem. Em 2026, a cidade recebeu pela 19ª vez o título de melhor destino de ecoturismo do Brasil, reconhecimento decidido pelo público e sustentado por passeios que colocam o visitante dentro da paisagem.
O que existe por trás do 19º título?
O resultado veio de uma votação nacional feita por viajantes. Bonito venceu a categoria de ecoturismo do prêmio O Melhor de Viagem e Turismo 2025/2026, da Editora Abril. A consulta on-line ocorreu entre julho e setembro de 2025 e recebeu a participação de 11.890 pessoas, conforme o anúncio da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Bonito.
Não foi uma vitória isolada. Em outra escolha popular, promovida pelo Melhores Destinos, mais de 20 mil viajantes participaram e a cidade venceu pelo segundo ano seguido. A Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Bonito registrou o resultado. Premiações diferentes apontaram para a mesma força: a variedade de experiências ligadas à água e ao relevo.
O tamanho da votação nacional

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Por que os rios permanecem tão transparentes?
A transparência começa no caminho feito pela água através do solo e das rochas. Na região da Serra da Bodoquena, o terreno tem grande presença de calcário, uma rocha que se dissolve lentamente. A água carrega minerais e as pequenas impurezas se juntam, ganham peso e descem para o fundo.
Esse processo reduz a quantidade de partículas suspensas, aquelas que normalmente deixam um rio turvo. O resultado aparece com clareza nas nascentes e nos trechos de corrente mais tranquila: quem olha da superfície consegue ver peixes, plantas aquáticas e o desenho do fundo. A paisagem desejada pelo visitante nasce, portanto, de uma característica geológica.

Flutuar é diferente de nadar
Na flutuação, a pessoa usa colete, máscara e snorkel para boiar e observar a vida debaixo d’água. O movimento deve ser calmo, porque a proposta não é atravessar o rio com velocidade. O corpo acompanha a corrente enquanto o rosto permanece voltado para o fundo transparente.
A Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Bonito reúne opções em nascentes e rios, além de cavernas, cachoeiras e balneários. Essa variedade explica por que o destino funciona como uma sequência de experiências: a água pode ser observada, percorrida ou aproveitada em espaços preparados para um dia mais tranquilo.
O que fazer além de uma única flutuação?
O roteiro muda bastante de uma atração para outra. A Gruta do Lago Azul, por exemplo, recebeu 75.376 visitantes em 2025, o maior número dos cinco anos anteriores. Para perceber outros lados da região, estas experiências podem entrar no passeio:
- Gruta do Lago Azul: a descida revela uma caverna ampla e um lago de cor intensa, observado do percurso permitido.
- Rio Sucuri: a água transparente permite acompanhar peixes e plantas durante a flutuação.
- Balneário Municipal: reúne áreas para banho e descanso às margens de um rio acessível perto da cidade.
- Gruta de São Miguel: o passeio apresenta salões secos, formações rochosas e passarelas em meio à vegetação.
- Abismo Anhumas: a experiência começa com uma descida para o interior de uma caverna que abriga um lago subterrâneo.
A escolha depende do ritmo desejado. Flutuações aproximam o visitante dos rios; grutas mostram o trabalho lento da água sobre as rochas; balneários oferecem uma experiência mais livre. Distribuir atividades diferentes evita que os dias pareçam repetidos e deixa visível a diversidade que sustenta a fama do destino.
Quem sonha em viver o melhor do ecoturismo no Mato Grosso do Sul, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Trip Partiu, que conta com mais de 220 mil visualizações, onde Ju e Esmeralda mostram o roteiro completo em Bonito:
Como é o clima de Bonito ao longo do ano?
O clima é tropical, com verão mais chuvoso e inverno mais seco. O relevo da Serra da Bodoquena cria vales, paredões e áreas de nascente, mas não impede a presença de calor em boa parte do ano. As diferenças entre as estações aparecem com mais força no volume de chuva e nas manhãs de inverno.
As faixas abaixo resumem médias mensais calculadas com uma série de 30 anos pelo Climatempo. Elas servem como panorama histórico e não antecipam as condições de uma viagem específica.
Bonito em cada estação
As médias podem mudar de um ano para outro, inclusive sob influência de El Niño e La Niña. Para conferir as condições mais recentes, consulte a previsão do tempo para Bonito.
Um destino que muda a forma de olhar a água
Os prêmios ajudam a medir a popularidade, mas a experiência explica por que ela se mantém. Em Bonito, a mesma água que abre caminho no calcário aparece em rios transparentes, cavernas e quedas d’água. O visitante não observa esse conjunto apenas de longe: ele entra na corrente, acompanha os peixes e percebe como a paisagem muda a cada passeio.
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