Malafaia acusa Fachin de agir contra Mendonça
Pastor questiona conduta do presidente do STF em casos envolvendo PF, INSS e Banco Master
O pastor evangélico Silas Malafaia divulgou em suas redes sociais um vídeo no qual acusa o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, de atuar sem isenção e de se articular com outros magistrados da corte para prejudicar o ministro André Mendonça e favorecer o governo Lula.
As declarações mencionam decisões recentes sobre a Polícia Federal, o INSS e o Banco Master.
O ministro Flávio Dino autorizou nesta segunda-feira, 14, uma operação da Polícia Federal contra o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP), aliado de Mendonça. Dias antes, Dino havia suspendido uma determinação do próprio Mendonça que previa o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da PF.
Fachin, então, suspendeu simultaneamente tanto o afastamento decretado por Mendonça quanto a reintegração determinada por Dino, mantendo Rodrigues no cargo até que o plenário do STF julgue o impasse.
Para Malafaia, essa medida revela favorecimento. “O que que Fachin tem que fazer? Cancelar a decisão de Flávio Dino e manter a decisão de André Mendonça, que é o relator do caso”, disse. “O que que ele faz? Ele anula também a decisão de Mendonça”.
Casos Master e INSS também são citados
O pastor também questionou a decisão de Fachin de assumir processos ligados ao Banco Master e ao INSS, tomada em 12 de setembro, após o presidente do STF ter determinado a suspensão temporária de apurações envolvendo ministros da própria corte.
Segundo Malafaia, a medida atinge diretamente investigações sensíveis ao governo. “Fachin determinou que André Mendonça suspenda a investigação do INSS, onde o filho de Lula tá enrolado na lama e chega lá pertinho do gabinete de Lula”, afirmou.
Ele ainda indagou por que tratamento semelhante não teria sido aplicado a Dino: “Por que Fachin não manda Flávio Dino suspender o que tá fazendo e deixa Flávio Dino continuar operando?”
Malafaia estendeu as críticas a outras autoridades, incluindo Alexandre de Moraes, o procurador-geral Paulo Gonet e o próprio presidente Lula, a quem acusou de integrar um grupo voltado a proteger Moraes de investigações.
Recuperou também a atuação de Fachin nos processos que resultaram na anulação das condenações de Lula na Operação Lava Jato.
O pastor afirmou responder a dois inquéritos sob relatoria de Moraes e disse temer represálias por suas declarações, mas garantiu que manterá as críticas. Por fim, declarou aguardar a sessão do STF marcada para esta terça-feira,15, como confirmação das articulações que denuncia.
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