Trump telefona para CEO da Nvidia e minimiza riscos da IA
Presidente dos EUA chamou de exagero os temores sobre inteligência artificial durante evento em Los Angele; Jensen Huang concordou
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta segunda-feira, 14, os riscos associados à inteligência artificial.
O republicano telefonou ao vivo para o CEO da Nvidia, Jensen Huang, durante um painel do All-In Summit, em Los Angeles, e foi colocado no viva-voz pelo executivo.
Na conversa, Trump classificou como infundadas as preocupações recentes com o setor, e Huang concordou, dizendo que o presidente havia entendido as nuances do tema.
Negócio da China?
Durante a ligação, Trump disse que“a resistência à IA está simplesmente favorecendo muita gente que não quer ver isso acontecer”. Completou, em seguida: “E essas pessoas podem ser políticos. Também pode ser a China”.
Renúncia na Anthropic
Ainda que reduzisse a gravidade dos riscos da tecnologia, Huang elogiou a postura de um pesquisador da Anthropic que deixou o cargo por discordar dos rumos da empresa. O executivo afirmou que o ex-funcionário, identificado como Jacob Coxon, teve coragem ao expor suas dúvidas, e defendeu que denúncias internas sejam levadas a sério pelas organizações.
Ao anunciar a saída, Coxon disse que a Anthropic e a OpenAI estavam “apostando nossas vidas”, declaração que ampliou os pedidos por medidas de contenção ao ritmo de desenvolvimento da tecnologia.
Mercado reage e datacenters seguem prioridade
Huang sustentou que o alarme em torno da IA criou uma escolha falsa entre inovação acelerada e segurança. O debate se intensificou após o CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicar, no fim de semana, um texto de 3.800 palavras defendendo desaceleração — ideia endossada pelo CEO da OpenAI, Sam Altman, e pelo da SpaceX, Elon Musk.
As ações de empresas de tecnologia dos Estados Unidos recuaram na segunda-feira, com queda de 3,4% nos papéis da Nvidia, companhia mais valiosa do mundo.
Trump, defensor da expansão de centros de dados, criticou estados que negam licenças para novos projetos e afirmou que essas estruturas geram riqueza. Nas palavras do presidente, tratam-se do “petróleo dos próximos 20, 25 anos” e algo “maior do que a internet”.
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