Uma cidade mesopotâmica ergueu um zigurate de 50 metros com tijolos de barro e ainda conserva esteiras de junco e cordas torcidas presas dentro da estrutura três milênios depois
Esteiras de junco eram intercaladas entre camadas de tijolo para ajudar a distribuir tensões na estrutura

O que você vai ver
- Como o zigurate de 50 metros foi erguido com tijolos de barro.
- Para que serviam as esteiras de junco dentro da estrutura.
- Como cordas torcidas ajudavam a reforçar o zigurate.
- Por que esse material orgânico sobreviveu por três milênios.
- O que esses vestígios revelam sobre a técnica construtiva cassita.
Perto de Bagdá, a antiga cidade cassita de Dur-Kurigalzu ergueu um zigurate de 50 metros usando tijolos de barro, e a estrutura ainda conserva esteiras de junco e cordas torcidas presas em seu interior três milênios depois.
Como o zigurate de 50 metros foi erguido com tijolos de barro?
Segundo a lista indicativa da UNESCO, Dur-Kurigalzu, capital cassita fundada perto de Bagdá, ergueu um zigurate que alcançava cerca de 50 metros de altura usando predominantemente tijolos de barro, material amplamente empregado na construção mesopotâmica do período.
Erguer uma estrutura de tamanha altura com tijolos de barro exigia técnicas construtivas específicas para garantir estabilidade suficiente, já que o peso acumulado de tantas camadas sobrepostas de tijolo colocava exigências estruturais consideráveis sobre a base e as camadas inferiores do zigurate ao longo de sua construção.
Dur Kurigalzu zigguratı, Irak, MÖ 14. yüzyıl. pic.twitter.com/6Gmt3iSyvK
— Gürkan Ergin (@gurkan_ergin) May 25, 2017
Para que serviam as esteiras de junco dentro da estrutura?
Esteiras de junco foram incorporadas dentro da estrutura do zigurate de Dur-Kurigalzu, elemento orgânico que os construtores cassitas intercalavam entre camadas de tijolo de barro como parte da técnica construtiva usada para erguer a monumental estrutura religiosa.
Esse tipo de incorporação de esteiras de junco entre as camadas de tijolo cumpria uma função estrutural específica, ajudando a distribuir tensões dentro da massa de barro e reduzir o risco de rachaduras ou deslocamentos ao longo do processo de assentamento e secagem do material usado na construção do zigurate.
Como cordas torcidas ajudavam a reforçar o zigurate?
Além das esteiras de junco, cordas torcidas também foram incorporadas à estrutura do zigurate de Dur-Kurigalzu, elemento adicional de reforço que os construtores cassitas usavam em combinação com o material vegetal para aumentar a resistência interna da construção.
Essa combinação entre esteiras de junco e cordas torcidas sugere um sistema de reforço estrutural relativamente sofisticado para o período, no qual diferentes materiais orgânicos eram distribuídos estrategicamente dentro da massa de tijolos de barro para ajudar a estrutura a suportar seu próprio peso ao longo de gerações.
Por que esse material orgânico sobreviveu por três milênios?
A sobrevivência de esteiras de junco e cordas torcidas dentro do zigurate de Dur-Kurigalzu por cerca de três milênios depende diretamente das condições ambientais específicas da região, incluindo baixa umidade, que ajudam a retardar a decomposição de materiais orgânicos que normalmente se degradariam muito mais rápido em outros contextos.
Essa preservação excepcional de material vegetal dentro de uma estrutura de tijolo de barro é relativamente incomum no registro arqueológico, já que a maioria dos vestígios orgânicos desse tipo não sobrevive por um período tão extenso, o que torna o caso de Dur-Kurigalzu particularmente valioso para o estudo de técnicas construtivas antigas.
🇮🇶 Dur-Kurigalzu Ziggurat – Mesopotamia (Iraq)
— WANA Visuals (@wana_visualss) April 3, 2026
Founded in the 14th century BC, Dur-Kurigalzu served as the strategic and magnificent capital of the Babylonian Empire during the reign of the Kassite (Kurduniash) dynasty, a people who descended into the region from the Zagros… pic.twitter.com/AEg5bdTkBl
O que esses vestígios revelam sobre a técnica construtiva cassita?
A presença de esteiras de junco e cordas torcidas ainda presas dentro da estrutura do zigurate revela detalhes concretos sobre a técnica construtiva empregada pelos cassitas em Dur-Kurigalzu, informação que vai além do que seria possível reconstruir apenas observando a forma externa da construção.
Esse tipo de evidência física direta, preservada por três milênios dentro da própria estrutura, complementa o entendimento sobre a engenharia mesopotâmica da época, mostrando que os construtores cassitas empregavam soluções deliberadas de reforço para garantir a estabilidade de monumentos religiosos de grande escala como o zigurate de Dur-Kurigalzu.
- O zigurate de Dur-Kurigalzu, perto de Bagdá, alcançava cerca de 50 metros de altura.
- Esteiras de junco eram intercaladas entre camadas de tijolo de barro para reforço estrutural.
- Cordas torcidas complementavam esse sistema de reforço interno da construção.
- Esses materiais orgânicos sobreviveram por cerca de três milênios dentro da estrutura.
Este relato aprofunda um aspecto ainda não tratado por aqui sobre Aqar Quf/Dur-Kurigalzu, capital cassita cujo palácio real chega a superar em tamanho o de Nabucodonosor. Vestígios orgânicos raramente preservados também aparecem no relato sobre as formigas fósseis de Saskatchewan que atravessaram a extinção dos dinossauros.
Mais detalhes sobre Dur-Kurigalzu estão disponíveis no site oficial da UNESCO.
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