Caso Master: PF encontra celular escondido atrás de carnes em freezer
Aparelho de celular pertencia a policial federal aposentado apontado como líder de grupo ligado a Daniel Vorcaro
A Polícia Federal encontrou um celular escondido atrás de carnes congeladas dentro de um freezer durante uma busca na residência de um policial federal aposentado apontado como líder do grupo conhecido como “A Turma”. O aparelho pertencia a Marilson Roseno da Silva, investigado por supostamente atuar em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A descoberta ocorreu em 4 de março, durante uma diligência no apartamento de Roseno, no bairro Floresta, em Belo Horizonte. Segundo relatório da terceira fase da Operação Compliance Zero, os agentes chegaram ao imóvel por volta das 6h e iniciaram as buscas após informar à família sobre o cumprimento das medidas determinadas pela Justiça.
Durante a operação, os policiais perguntaram repetidamente pelo celular de Roseno. De acordo com o documento, o investigado “se furtou a informar especificamente onde se encontrava o aparelho”.
Os agentes passaram a procurar o telefone nos quartos do casal e da filha. Em seguida, Roseno pediu que a equipe o acompanhasse até a área de serviço.
Foi nesse momento que ele retirou de um freezer vertical um iPhone 17 Pro Max azul-escuro, escondido atrás de carnes congeladas.
Além do aparelho, a PF apreendeu no imóvel duas pistolas, uma Glock G26 e uma Taurus PT640, munições de diferentes calibres, documentos, um bloco de anotações e outros materiais.
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Quem é Roseno
A PF aponta Roseno como líder de “A Turma”, grupo formado por seis pessoas aparentemente ligadas à Polícia Federal e que, segundo a investigação, realizava ações de interesse de Daniel Vorcaro.
A identificação do ex-policial como chefe do grupo foi feita a partir de conversas entre Vorcaro e Felipe Mourão, além de informações obtidas pelos investigadores.
A atuação de Roseno e os pagamentos atribuídos ao grupo já haviam aparecido em documentos anteriores da investigação. O novo material detalha a diligência realizada em março e a forma como o celular foi localizado dentro do freezer.
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