A cratera formada por um meteorito que permanece visível quase intacta e ajuda cientistas a estudar impactos ocorridos há milhares de anos

11.09.2026

logo-crusoe-new
O Antagonista
A cratera formada por um meteorito que permanece visível quase intacta e ajuda cientistas a estudar impactos ocorridos há milhares de anos
avatar
Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 11.09.2026 12:43 comentários
Entretenimento

A cratera formada por um meteorito que permanece visível quase intacta e ajuda cientistas a estudar impactos ocorridos há milhares de anos

No deserto do Arizona, uma colisão de cerca de 50 mil anos atrás preservou um dos melhores laboratórios naturais para estudar impactos cósmicos

avatar
Redação O Antagonista
5 minutos de leitura 11.09.2026 12:43 comentários 0
A cratera formada por um meteorito que permanece visível quase intacta e ajuda cientistas a estudar impactos ocorridos há milhares de anos
A Cratera Barringer preserva uma grande estrutura de impacto formada há cerca de 50 mil anos

No deserto do norte do Arizona, uma depressão quase circular preserva as marcas de uma colisão cósmica ocorrida há cerca de 50 mil anos. A cratera Barringer permanece excepcionalmente bem preservada, permitindo que pesquisadores observem rochas deslocadas, materiais submetidos a pressões extremas e outras evidências que ajudaram a transformar nossa compreensão sobre impactos de asteroides na Terra e em outros mundos.

Como a cratera Barringer surgiu no meio do Arizona?

O Meteor Crater, também conhecido como Barringer Meteor Crater, foi aberto quando um asteroide rico em ferro e níquel atingiu a região onde hoje está o Arizona. A NASA estima que o objeto tinha aproximadamente 46 metros de diâmetro, enquanto outras reconstruções trabalham com valores próximos de 50 metros.

A colisão aconteceu em altíssima velocidade e escavou praticamente instantaneamente uma enorme quantidade de rocha. Boa parte do asteroide derreteu ou vaporizou, mas fragmentos metálicos permaneceram espalhados ao redor, contribuindo posteriormente para que cientistas identificassem corretamente a origem extraterrestre da estrutura.

Leia também: A ilha vulcânica que nasceu no oceano diante de pesquisadores e permitiu acompanhar praticamente desde o início a chegada de plantas e animais

Por que a cratera ficou tão bem preservada durante milhares de anos?

Um dos fatores decisivos é o clima árido do Planalto do Colorado. Depois do impacto, sedimentos começaram a preencher lentamente a depressão, mas a erosão não conseguiu apagar suas bordas e outras estruturas como ocorreu com muitas crateras terrestres muito mais antigas.

A cratera não está literalmente intacta, portanto essa expressão deve ser usada com cuidado. Sua profundidade diminuiu devido ao acúmulo de sedimentos e à erosão, mas o formato, a borda elevada, os depósitos lançados pela explosão e diversas camadas de rocha continuam suficientemente preservados para estudos detalhados.

  • O clima seco reduz a intensidade da erosão.
  • A borda elevada continua claramente reconhecível.
  • Camadas de arenito e calcário permanecem expostas.
  • Fragmentos do meteorito foram encontrados nas proximidades.

Este vídeo do Smithsonian Channel apresenta a estrutura e explica como sua origem por impacto foi reconhecida.

Como a cratera Barringer ajudou a provar que impactos formam grandes crateras?

No começo do século XX, ainda havia discussão sobre a origem da estrutura, e alguns pesquisadores consideravam processos vulcânicos. O engenheiro de mineração Daniel Moreau Barringer defendeu que a depressão havia sido produzida por um meteorito e realizou perfurações tentando encontrar uma grande massa metálica enterrada.

A enorme massa nunca apareceu porque a maior parte do objeto foi destruída durante o choque, mas as investigações revelaram evidências cada vez mais convincentes de impacto. Esses trabalhos tiveram papel importante no desenvolvimento da ciência de crateras e ajudaram pesquisadores a interpretar estruturas semelhantes na Lua e em outros corpos do Sistema Solar.

Que evidências ainda podem ser encontradas no local?

Entre as pistas estão camadas de rocha levantadas ou invertidas pela explosão, blocos lançados para fora da cavidade e minerais modificados por condições extremas de pressão e temperatura. Tais características não são facilmente explicadas por erosão comum e ajudaram a estabelecer a natureza do evento.

Pesquisadores também estudaram superfícies expostas e materiais associados ao impacto para estabelecer sua idade. Medições com cloro-36 e datação de verniz de rocha produziram valores próximos de 50 mil anos, concordando com outros métodos empregados para determinar quando ocorreu a colisão.

Rochas deslocadas e materiais modificados pelo impacto ajudam a identificar a origem extraterrestre da cratera
Rochas deslocadas e materiais modificados pelo impacto ajudam a identificar a origem extraterrestre da cratera

Quais números mostram a dimensão da cratera Barringer?

Segundo medições apresentadas pela NASA, a estrutura possui aproximadamente 1,2 a 1,3 quilômetro de diâmetro e atualmente cerca de 150 a 174 metros de profundidade, dependendo da referência e do ponto utilizado na medição. Quando recém-formada, sua cavidade era ainda mais profunda.

Um panorama recente da importância científica do local está disponível na NASA Science, que destaca como sua preservação permite investigar tanto os mecanismos de formação de crateras quanto os perigos atuais representados por asteroides.

CaracterísticaValor aproximado
IdadeCerca de 50 mil anos
DiâmetroCerca de 1,2 a 1,3 km
Profundidade atualAproximadamente 150 a 174 m
AsteroideCerca de 46 a 50 m de diâmetro

Por que essa cratera continua importante para a ciência?

Meteor Crater tornou-se uma referência para comparar estruturas produzidas por colisões em diferentes corpos celestes. A USGS o descreve como um protótipo clássico de cratera de impacto em forma de tigela, enquanto a NASA ressalta sua importância para compreender processos semelhantes observados em outros pontos do Sistema Solar.

Sua importância também alcança a defesa planetária, pois estudar uma colisão relativamente recente ajuda a estimar os efeitos que um objeto de tamanho semelhante poderia produzir atualmente. Assim, uma depressão criada em poucos segundos há dezenas de milhares de anos permanece como um laboratório natural para compreender eventos que ainda podem ocorrer no futuro.

  • Mais lidas
  • Mais comentadas
  • Últimas notícias
1

A condição de Cury para apoiar Flávio no segundo turno

A condição de Cury para apoiar Flávio no segundo turno
2

A pedido de Fachin, Mendonça derruba sigilo do caso Master no STF

A pedido de Fachin, Mendonça derruba sigilo do caso Master no STF
3

A dobradinha Toffoli e Gonet para esconder a investigação sobre Vorcaro

A dobradinha Toffoli e Gonet para esconder a investigação sobre Vorcaro
4

Fachin solicita retirada de sigilo das investigações do caso Master

Fachin solicita retirada de sigilo das investigações do caso Master
5

Vorcaro mantinha um “Banco Central paralelo”, aponta PF

Vorcaro mantinha um “Banco Central paralelo”, aponta PF
6

“Tudo que foi apontado no relatório da CPI do Crime Organizado está confirmado”

“Tudo que foi apontado no relatório da CPI do Crime Organizado está confirmado”
7

Fernando Sarney nega conhecer produtora de ‘Dark Horse’

Fernando Sarney nega conhecer produtora de ‘Dark Horse’
8

“Se Moraes é culpado, tem que pagar”, diz Lula

“Se Moraes é culpado, tem que pagar”, diz Lula
9

Convocações aumentam temor de mobilização na Rússia

Convocações aumentam temor de mobilização na Rússia
10

“Quero tudo”: PF aponta acesso de grupo de Vorcaro a dados sigilosos do MPF

“Quero tudo”: PF aponta acesso de grupo de Vorcaro a dados sigilosos do MPF
1

A pedido de Fachin, Mendonça derruba sigilo do caso Master no STF

A pedido de Fachin, Mendonça derruba sigilo do caso Master no STF
2

Crusoé: Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilos do caso Master

Crusoé: Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilos do caso Master
3

Lula defende discutir mandato para ministros do STF

Lula defende discutir mandato para ministros do STF
4

Fachin solicita retirada de sigilo das investigações do caso Master

Fachin solicita retirada de sigilo das investigações do caso Master
5

Crusoé: Sensação de Lava Jato

Crusoé: Sensação de Lava Jato
6

Caso Dark Horse: Mendonça determina abertura de inquérito sobre Flávio Bolsonaro

Caso Dark Horse: Mendonça determina abertura de inquérito sobre Flávio Bolsonaro
7

Gilmar diverge de Cármen Lúcia sobre Ficha Limpa, e Dino leva caso ao plenário

Gilmar diverge de Cármen Lúcia sobre Ficha Limpa, e Dino leva caso ao plenário
8

Deflação no Brasil, alta nos EUA: o que muda para os juros

Deflação no Brasil, alta nos EUA: o que muda para os juros
9

Toffoli levou caso Master para o STF contra recomendação da PF

Toffoli levou caso Master para o STF contra recomendação da PF
10

Crusoé: De Disney a Taylor Swift: como é barato corromper no Brasil

Crusoé: De Disney a Taylor Swift: como é barato corromper no Brasil
1

Mais proteína no lanche da tarde: veja 3 receitas práticas e nutritivas

Mais proteína no lanche da tarde: veja 3 receitas práticas e nutritivas
2

Alessandro Vieira diz que Moraes tenta arrastar ministros para ‘abraço de afogados’

Alessandro Vieira diz que Moraes tenta arrastar ministros para ‘abraço de afogados’
3

Lula chega a 41% de desaprovação no Lulômetro

Lula chega a 41% de desaprovação no Lulômetro
4

Instituto pede investigação rigorosa do Master e Código de Ética no STF

Instituto pede investigação rigorosa do Master e Código de Ética no STF
5

Crusoé: Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilos do caso Master

Crusoé: Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilos do caso Master
6

Crusoé: A PF no fogo cruzado do Supremo

Crusoé: A PF no fogo cruzado do Supremo
7

5 fatores que ajudam empresas a venderem mesmo quando o algoritmo muda

5 fatores que ajudam empresas a venderem mesmo quando o algoritmo muda
8

PGR pede ao STF fim do sigilo de todas as peças ligadas ao caso Master

PGR pede ao STF fim do sigilo de todas as peças ligadas ao caso Master
9

Crusoé: Estrela sem brilho

Crusoé: Estrela sem brilho
10

Crusoé: De Disney a Taylor Swift: como é barato corromper no Brasil

Crusoé: De Disney a Taylor Swift: como é barato corromper no Brasil

Tags relacionadas

curiosidades dicas entretenimento
< Notícia Anterior

Moraes pede a Fachin quebra total do sigilo do caso Master

11.09.2026 00:00 4 minutos de leitura
Próxima notícia >

Para quem divide a semana entre asfalto e estrada de terra, quase 300 cilindradas evitam ter uma moto para cada situação

11.09.2026 00:00 4 minutos de leitura
avatar

Redação O Antagonista

Suas redes

Instagram

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Início

Seja nosso assinante

E tenha acesso exclusivo aos nossos conteúdos

Apoie o jornalismo independente. Assine O Antagonista e a Revista Crusoé.