“Reage, Fachin”: demora do presidente do STF vira meme nas redes
Hashtag ganhou força no X em meio à crise interna da Corte; memes ironizam prazo de 72 horas e cobram reação do ministro
A demora de Edson Fachin para tomar uma decisão em meio à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) virou combustível para os memes nas redes sociais. No X, antigo Twitter, a hashtag #ReageFachin passou a ser usada por usuários que cobram uma reação do presidente da Corte diante da sucessão de conflitos entre ministros.
O meme que ilustra esta matéria retrata Fachin de pijama, deitado na cama, como se estivesse adiando uma decisão. No travesseiro, está escrito “Depois eu resolvo”. Em um balão, o ministro aparece dizendo: “Só mais 72 horas”.
Ao lado da cama, um despertador marca 72 horas. A cena ainda tem uma pilha de livros identificados com nomes como “Processos”, “Decisões”, “Pro amanhã”, “Depois” e “Em breve”.
A montagem faz referência ao prazo concedido por Fachin para que o ministro André Mendonça se manifeste antes que o presidente do STF tome uma decisão sobre um dos episódios que colocou a Corte no centro de uma nova crise institucional.
A criatividade dos usuários não parou por aí.
Em outro meme, Fachin aparece medindo uma parede. A legenda transforma a imagem em um trocadilho: “Edson Fachin tomando medidas”.

A montagem brinca justamente com a expectativa em torno de uma possível reação do presidente do Supremo. A ideia é sugerir que, enquanto o tribunal enfrenta uma sequência de decisões e disputas internas, Fachin estaria “tomando medidas” — ainda que, no meme, a medida seja apenas a fita métrica.
Outra montagem usa o personagem Jaiminho, o Carteiro, de Chaves, vestido de policial, em uma referência bem-humorada à crise envolvendo o ministro, o Supremo e a Polícia Federal.

A referência ganhou espaço entre as demais brincadeiras compartilhadas nas redes e reforçou o tom de cobrança da hashtag #ReageFachin.
As piadas têm como pano de fundo a percepção, entre os críticos do ministro, de que Fachin demora a se posicionar enquanto a crise dentro da Corte se amplia. O presidente do STF passou a ser cobrado justamente por ocupar a posição de responsável pela condução dos trabalhos do tribunal.
A cobrança ocorre em meio a uma sequência de episódios envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça, a Polícia Federal e o caso Banco Master.
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A crise ganhou força após a divulgação de mensagens envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Mendonça, relator de processos relacionados ao caso, passou a questionar a atuação da PF e determinou o afastamento do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.
A decisão foi parar na Segunda Turma do STF. Ao mesmo tempo, a Advocacia-Geral da União recorreu a Fachin contra o afastamento de Andrei. O presidente da Corte, em vez de decidir imediatamente, concedeu 72 horas para que Mendonça se manifestasse.
Foi esse prazo que acabou virando piada nas redes.
Nesta quarta-feira, 9, antes de uma decisão de Fachin sobre o recurso da AGU, Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência.
A decisão de Dino acrescentou um novo elemento à disputa e aumentou a pressão sobre Fachin, que passou a ser cobrado nas redes justamente no momento em que a crise entre os ministros ganhou mais um capítulo.
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