Crise no STF: Caiado diz que Lula e Flávio não têm “autoridade moral”
Candidato à Presidência afirma que os dois são “dependentes” de Moraes e questiona capacidade para promover mudanças no país
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira, 8, que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não têm“autoridade moral” para promover uma mudança no Brasil em meio à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Caiado, os dois seriam “dependentes” do ministro Alexandre de Moraes.
“Tanto o presidente Lula, ele é dependente do Alexandre Moraes. Tanto o Flávio é dependente do Supremo em relação às matérias que estão vindo à tona neste momento. Então, com que autoridade moral eles vão assumir uma mudança no Brasil e vão implantar a ordem no país?”, afirmou em coletiva de imprensa.
Caiado também criticou a possibilidade de Lula ou Flávio vencerem o processo eleitoral para a Presidência da República. Para o candidato, nenhum dos dois teria condições de governar em 2027 diante dos “envolvimentos” que, segundo ele, cercam os dois grupos políticos.
“Não adianta eleger nem Lula, nem Flávio, porque eles não vão governar nenhum ano, não tem possibilidade diante de tantos envolvimentos”, declarou.
O candidato afirmou que o próximo presidente precisará ter uma trajetória capaz de transmitir credibilidade à população e defendeu que a vida pregressa dos candidatos seja considerada na escolha do eleitor.
“Você poder demonstrar que na sua vida pregressa você fez a política ou governou com exemplo de vida”, disse.
Ao comentar a crise no STF, Caiado afirmou que, caso fosse eleito presidente, cobraria de integrantes dos três Poderes o cumprimento de suas responsabilidades e o respeito ao decoro.
“O descumprimento do decoro, seja qualquer um, não pode utilizar da prerrogativa de ser membro de uma casa do Judiciário ou do Legislativo ou do Executivo para querer se fortalecer ali dentro e não aceitar a necessidade de dar o bom exemplo para o país”, afirmou.
Caiado também avaliou que o Brasil atravessa uma crise institucional profunda e criticou a situação da Polícia Federal, em referência à disposição de diretores da corporação de deixarem os cargos.
“Você está vendo que as instituições estão em fase de ruína completa, elas ruíram todas as instituições no Brasil”, afirmou.
O candidato defendeu ainda uma reforma política e eleitoral, incluindo a adoção do voto distrital misto. Ele criticou o que chamou de “parlamentar TikTok” e afirmou que o Congresso precisa retomar o debate de matérias relevantes.
Na economia, Caiado defendeu cortes de gastos públicos, revisão de isenções fiscais e redução de 25% dos repasses aos demais Poderes. Segundo ele, as medidas seriam necessárias para reorganizar as contas públicas.
“Isso eu sei fazer. Eu já fiz, eu sei fazer”, afirmou.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)