SUV japonês troca motor aspirado por 1.0 turbo de três cilindros e câmbio de dupla embreagem
A mudança de geração altera mecânica, dimensões e espaço interno, enquanto o SUV mantém cinco lugares e amplia o pacote de tecnologia.
A troca de geração mudou mais do que o desenho do SUV japonês. O Nissan Kicks deixou para trás o antigo 1.6 aspirado com câmbio CVT e passou a usar motor 1.0 turbo de três cilindros, com até 125 cv, ligado a uma transmissão DCT de dupla embreagem e seis marchas.
O que mudou no motor do Nissan Kicks?
O novo conjunto usa 999 cm³, três cilindros, 12 válvulas, turbo e injeção direta. Com etanol, entrega 125 cv a 5.000 rpm e 22,4 kgfm a 2.500 rpm; com gasolina, são 120 cv e 20,4 kgfm.
A ficha oficial do novo Kicks confirma que todas as versões 220T usam esse motor. A mudança substitui a combinação 1.6 aspirada e CVT que marcou a geração anterior vendida no Brasil.

Como funciona o câmbio de dupla embreagem?
A transmissão DCT tem seis marchas e duas embreagens banhadas a óleo. Enquanto uma relação está engatada, o sistema pode deixar a seguinte preparada, reduzindo o intervalo necessário para a próxima troca de marcha.
Na prática, o objetivo é combinar rapidez nas trocas com funcionamento automático. A Nissan também oferece comandos por borboletas atrás do volante em versões da linha, permitindo intervenções manuais sem substituir o funcionamento normal da transmissão.
Quatro números ajudam a resumir o novo conjunto mecânico:
O motor menor deixou o SUV menos potente?
Não. Apesar de ter menor cilindrada, o 1.0 turbo supera o antigo 1.6 aspirado em potência e, principalmente, em torque. A sobrealimentação permite colocar mais ar nos cilindros, enquanto a injeção direta controla o combustível com maior precisão.
O torque máximo também aparece em rotação mais baixa, o que favorece respostas sem exigir giros tão elevados. Ainda assim, números de potência e torque não devem ser confundidos com resultado de teste: aceleração e consumo dependem de peso, pneus, carga e condições de uso.
Quanto o novo Kicks cresceu por fora e por dentro?
A nova geração mede 4.365 mm de comprimento, 1.800 mm de largura e 1.625 mm de altura. A distância entre eixos chega a 2.655 mm, enquanto a altura livre do solo é de 200 mm.
O porta-malas passou a oferecer 470 litros, ampliando a capacidade de bagagem. O crescimento da carroceria acompanha a mudança de plataforma e coloca o modelo em uma faixa maior do segmento, embora continue configurado para cinco ocupantes.
As medidas mostram onde o crescimento aparece com mais clareza:
Quais itens de segurança acompanham a nova geração?
O Kicks oferece airbags frontais, laterais e de cortina, além de controles eletrônicos de estabilidade e tração. A lista também inclui frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestres e alerta de colisão frontal desde versões da linha.
As configurações superiores acrescentam sistemas mais avançados, como monitoramento de ponto cego, visão 360° e ProPILOT. A disponibilidade varia conforme a versão, por isso recursos de assistência não devem ser atribuídos automaticamente a todo Kicks.
Por que a troca do 1.6 aspirado representa uma mudança tão grande?
O antigo Nissan Kicks ficou conhecido no Brasil pelo motor 1.6 aspirado associado ao câmbio CVT. A geração atual rompe com os dois elementos ao adotar turbo, três cilindros e transmissão de dupla embreagem.
A alteração também veio acompanhada de nova plataforma, carroceria maior e porta-malas de 470 litros. Assim, a mudança não se resume à redução da cilindrada: o Kicks passou por uma revisão ampla de mecânica, dimensões, tecnologia e equipamentos.
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