Uma das joias mais luxuosas da antiga realeza egípcia foi roubada em Viena e o colar de 673 diamantes da rainha Nazli valia milhões de dólares
A peça Art Déco criada em 1939 desapareceu de uma exposição em Viena depois que dois homens quebraram a vitrine em plena tarde
Uma das peças mais famosas ligadas à antiga família real do Egito desapareceu em plena tarde de 27 de agosto de 2026. Dois homens entraram no Museu de Artes Aplicadas de Viena, o MAK, compraram ingressos como visitantes comuns e deixaram o local levando uma joia histórica. O colar da rainha Nazli reunia 673 diamantes montados em platina, havia sido criado em 1939 pela Van Cleef & Arpels e alcançou US$ 4,282 milhões em um leilão de 2015.
Como o colar da rainha Nazli foi roubado dentro do museu?
Os suspeitos entraram durante o horário normal de funcionamento e não estavam mascarados. Segundo a polícia austríaca, um deles utilizou um martelo para quebrar a vitrine que protegia a peça enquanto o outro teria exibido um objeto semelhante a uma arma. Depois, os dois fugiram a pé em direção à região do Stadtpark.
O roubo ocorreu durante a exposição “Glanzstücke”, que reunia peças históricas da Van Cleef & Arpels e objetos do acervo do MAK. Imagens dos suspeitos foram divulgadas, buscas nacionais e internacionais começaram e a joia acabou incluída pelas autoridades austríacas na base de obras de arte roubadas da Interpol.
Por que essa gargantilha era considerada uma peça excepcional?
A joia foi concebida no estilo Art Déco e produzida em platina. Documentação da própria Van Cleef & Arpels registra 673 diamantes somando 204,03 quilates: 318 pedras em corte baguete e 355 diamantes redondos. No centro, um diamante articulado de aproximadamente seis quilates reforçava o desenho simétrico da peça.
A construção combinava grande quantidade de pedras com uma estrutura aberta para reduzir visualmente o peso do conjunto e destacar o brilho dos diamantes.
- 673 diamantes no total.
- Mais de 200 quilates de pedras.
- Estrutura principal em platina.
- 318 diamantes em corte baguete.
- 355 diamantes redondos.
- Pedra central com cerca de seis quilates.

Por que o colar da rainha Nazli foi criado em 1939?
A peça nasceu de uma encomenda da família real egípcia relacionada ao casamento da princesa Fawzia, filha de Nazli, com Mohammad Reza Pahlavi, então príncipe herdeiro do Irã e futuro xá. A Van Cleef & Arpels produziu conjuntos especiais para a cerimônia, e Nazli usou sua gargantilha acompanhada de uma tiara de diamantes.
As fotografias da cerimônia transformaram o conjunto em uma das imagens mais reconhecíveis da joalheria ligada à monarquia egípcia do século XX. A peça não era, portanto, apenas um colar caro: sua procedência conectava a corte do Egito a um casamento que uniu duas importantes famílias reais do Oriente Médio.
O colar realmente estava avaliado em quase US$ 5 milhões?
A expressão “quase US$ 5 milhões” precisa de alguma precisão. Quando o colar apareceu na Sotheby’s em Nova York, em dezembro de 2015, a estimativa pré-leilão ficou entre US$ 3,6 milhões e US$ 4,6 milhões. O preço efetivamente alcançado foi de US$ 4,282 milhões.
Não há uma avaliação pública oficial feita pela polícia austríaca para 2026. Por isso, é mais seguro utilizar o valor documentado no leilão e não apresentar US$ 5 milhões como preço confirmado atual. A Sotheby’s mantém o registro original do colar e de sua estimativa em 2015.
Quais números ajudam a entender a importância da joia roubada?
O valor financeiro é apenas uma parte da história. O colar permaneceu durante décadas em coleções privadas, voltou ao mercado em 2015 e depois passou a integrar a coleção patrimonial da própria Van Cleef & Arpels. Desde então, apareceu em exposições internacionais antes de chegar ao MAK, em Viena.
Os números ajudam a dimensionar uma peça que combina material precioso, procedência real e importância histórica.
| Característica | Registro |
|---|---|
| Ano de criação | 1939. |
| Diamantes | 673 pedras. |
| Peso documentado | Mais de 200 quilates. |
| Venda em 2015 | US$ 4,282 milhões. |
O que aconteceu com o colar da rainha Nazli depois do roubo?
Nos dias seguintes ao crime, a investigação continuava em busca dos dois suspeitos. A Interpol confirmou que a peça foi adicionada à sua base internacional de obras de arte roubadas, ampliando a capacidade de identificação caso o colar apareça em fronteiras, negociações ou apreensões futuras.
O maior temor em roubos desse tipo é que uma joia facilmente reconhecível seja desmontada e suas pedras separadas, dificultando a recuperação do objeto histórico intacto. Até as informações públicas mais recentes consultadas, o colar da rainha Nazli continuava sendo tratado como desaparecido, enquanto a busca pelos responsáveis permanecia ativa.
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