Quaest: Desaprovação de Lula chega a 50%
Avaliação negativa do governo federal cresce após período de melhora
A desaprovação do governo Lula (PT) chegou a 50% na pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7. O índice havia atingido 52% em março, mas caiu para 47% em agosto.
“O que parece pesar contra a candidatura de Lula neste momento é a taxa de desaprovação do governo: 50%! De julho pra cá, ao contrário do que aconteceu com outros governos no mesmo período, a aprovação do presidente tem tendência de piora”, afirmou Felipe Nunes, diretor da Quaest, em publicação no X.
Na última rodada, divulgada em 2 de setembro, o índice de aprovação era de 45%, dois pontos percentuais acima do registrado nesta pesquisa. Ao analisar uma trajetória mais longa, no entanto, percebe-se uma tendência negativa para Lula: o saldo chegou a ser de um ponto negativo no início de agosto e, hoje, é de sete pontos negativos.
“Uma das variáveis que ajuda a explicar o mal desempenho do governo é o endividamento. O período de piora da aprovação coincide com o intervalo, julho a setembro, em que mais brasileiros voltaram a reclamar de muitas dívidas”, acrescenta Nunes.
A pesquisa foi feita após os desdobramentos do caso Master, envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Opositores de Lula aproveitam as mensagens que se tornaram públicas após o ministro André Mendonça quebrar o sigilo do processo para associar o presidente a Moraes.
Leia em Crusoé: O empate do medo entre Lula e Flávio
Diferença geracional
O levantamento também mostrou diferenças no comportamento das gerações em relação aos dois favoritos.
Para 51% dos jovens, entre 16 e 34 anos, a continuidade do governo Lula é motivo de maior preocupação.
Outros 37% afirmam que a volta de um Bolsonaro ao poder seria pior.
Entre os eleitores de 35 a 59 anos, Lula e Flávio geram medo na mesma proporção: 43%.
Já entre os eleitores com 60 anos ou mais, o retorno da família Bolsonaro é visto com maior temor.
“O que chama atenção aqui é a diferença geracional. Os jovens, cada vez mais com medo da continuidade do governo Lula; o eleitor 60+ com mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder”, escreveu Nunes.
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