Em meio à crise do Master, STF chega ao 7 de Setembro sob pressão
Fachin comparece à cerimônia após não confirmar presença, enquanto atos pressionam por impeachment de Moraes
O Supremo Tribunal Federal (STF) chega ao 7 de Setembro sob forte pressão política. O presidente da Corte, Edson Fachin, não havia confirmado presença na cerimônia até a manhã desta segunda-feira, 7, mas chegou à tribuna presidencial por volta das 8h30, segundo a TV Brasil. Lula participa do desfile na Esplanada dos Ministérios ao lado de ministros do governo e dos presidentes da Câmara e do Senado.
A indefinição sobre a presença de Fachin ocorreu em meio à crise interna do Supremo provocada pelas revelações do caso Banco Master. Em 2023, no primeiro 7 de Setembro do terceiro mandato de Lula, a então presidente da Corte, Rosa Weber, participou da cerimônia ao lado do petista. Em 2024, ministros do STF também estiveram no palanque presidencial.
O cenário deste ano é marcado pelo embate entre Alexandre de Moraes e André Mendonça. O ministro liberou para julgamento um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento também aponta alterações relacionadas a um contrato de 131 milhões de reais entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes. As informações são alvo de análise e contestação.
Moraes pediu investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade. Fachin abriu procedimento para ouvir os envolvidos e também solicitou esclarecimentos ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Impeachment de Moraes ganha as ruas
A crise chega ao 7 de Setembro também pelas ruas. Atos organizados por grupos de direita em diferentes capitais têm entre as principais bandeiras o impeachment de Moraes e a pressão sobre o Senado para abrir um processo contra o ministro. O movimento ocorre após as novas revelações da Polícia Federal sobre o caso Master.
A ausência de confirmação de Fachin até a manhã, seguida de sua chegada à cerimônia, ocorre, portanto, em um contexto diferente dos primeiros anos do terceiro mandato de Lula. O Supremo mantém sua presença institucional no palanque, mas enfrenta, fora dele, uma pressão política que deve marcar os atos deste 7 de Setembro.
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