À velocidade orbital do ônibus espacial, de aproximadamente 28.000 quilômetros por hora, a viagem até Alfa Centauri levaria cerca de 165.000 anos
Laser reduz viagem para Alpha Centauri e choca cientistas
A viagem para Alpha Centauri leva absurdos 165 mil anos na velocidade dos ônibus espaciais antigos, mas um projeto novo promete cortar esse tempo para apenas 20 anos. Essa mudança bizarra rola graças ao uso de velas super finas empurradas por feixes de luz concentrada da nossa órbita.
Por que a viagem para Alpha Centauri demora tanto tempo hoje?
O nosso sistema estelar vizinho fica a cerca de 4,37 anos-luz de distância da nossa casa. Isso significa que mesmo se a gente andasse na velocidade da luz, ainda levaria mais de quatro anos para cruzar todo esse vazio escuro. As naves antigas da agência espacial cravam no máximo 28 mil quilômetros por hora, o que é muito lento para essa escala.
Com a tecnologia normal de foguete queimando combustível, o tanque seca muito antes de sair do nosso quintal. A falta de um motor que consiga acelerar de forma constante no vácuo deixa a humanidade presa perto do próprio sol há longas décadas.

O que é o projeto Starshot e como ele acelera o voo no escuro?
A iniciativa batizada de Breakthrough Starshot quer jogar o peso no lixo e usar sondas minúsculas do tamanho de um selo. A ideia central, discutida pelo Space Daily, é acoplar um microchip em uma vela reflexiva super leve. Um canhão de laser gigantesco atira um feixe potente de luz que empurra essa lona pelo universo.
Essa porrada de energia joga a mini nave para 20% da velocidade da luz em questão de minutos de aceleração. O empurrão pesado resolve o problema do combustível porque o equipamento viaja leve e ganha embalo constante no meio do nada.
Quais as grandes pedreiras para essa tecnologia funcionar logo?
Jogar um objeto tão rápido no espaço esbarra em problemas de física e exige muito da engenharia aeroespacial moderna nos laboratórios.
Acompanhe os obstáculos que a equipe precisa resolver antes do lançamento.
- Construir um laser com potência na casa dos 100 gigawatts na terra.
- Criar uma lona fina que não derreta com o calor absurdo do feixe ótico.
- Proteger o microchip frágil contra a poeira e os gases do espaço profundo.
- Garantir que a antena minúscula mande fotos nítidas de volta para nós.
Bater de frente com um grão de areia nessa velocidade destrói a estrutura toda na mesma hora. O plano da equipe é atirar milhares dessas sondas de uma vez só, apostando que pelo menos um punhado vai sobreviver à pancadaria do caminho.
Qual a diferença de tempo entre o ônibus espacial e o Starshot?
A matemática desse rolê mostra um salto brutal que parece coisa de filme de ficção científica da televisão.
Dá uma olhada na diferença de prazo entre os dois sistemas de transporte.
Essa redução absurda transforma uma jornada impossível em algo que a gente consegue acompanhar durante a nossa vida. Você assiste ao lançamento quando é jovem e consegue curtir as imagens do sistema vizinho antes de ficar muito velho.
Quando vamos receber a primeira foto de um planeta vizinho?
A montagem dos canhões de laser e das sondas deve demorar boas décadas de pesquisa pesada e gastos milionários. Se o projeto sair do papel e voar por volta de 2050, os dados só vão bater nas nossas telas quatro anos depois da chegada. O sinal de rádio viaja na velocidade da luz e demora todo esse tempo para cruzar o abismo de volta para a base.
Receber o clique nítido de um planeta rodando ao redor de outra estrela vai virar a maior revolução da história moderna da ciência. Esse passo prova que a teimosia humana não tem freio quando a galera decide apostar as fichas no infinito.
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