Alguém acorde Paulo Gonet
Procurador-geral da República foi rápido para pedir nulidade de relatório que o implica com Vorcaro. Já sobre relatório apócrifo usado por Moraes...
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, reagiu rápido ao relatório da Polícia Federal (PF) que revelou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes como o interlocutor de Daniel Vorcaro em mensagens comprometedoras, pedindo sua nulidade.
O chefe da Procuradoria Geral da República (PGR) despachou logo no dia seguinte, mesmo com seu nome implicado entre os potenciais investigados pelas ligações com o ex-banqueiro do Master.
Entre os argumentos utilizados por Gonet para pedir a nulidade do relatório estavam o fato de que Mendonça não poderia ter investigado Moraes sem anuência do plenário do STF — a alegação é discutível, porque Mendonça não pediu para investigar Moraes —, e também a ausência de comunicação da investigação ao Ministério Público — algo que caracteriza, entre várias investigações comandadas por Moraes, o inquérito das fake news.
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Relatório apócrifo
Além de tudo isso, Moraes usou um relatório apócrifo da PF para embasar as suspeitas que levantou sobre a conduta de Mendonça ao pedir sua investigação.
Ao contrário do relatório publicizado por Mendonça sobre as mensagens trocadas por Vorcaro, o relatório de inteligência usado por Moraes evidentemente investigou a conduta de Mendonça.
Aliás, o relatório usado por Moraes semeou dúvidas sobre sua conduta, em grande parte de forma irresponsável, e admitindo que as análises são de “confiança baixa ou moderada”, não têm valor probatório e que a PF é parte interessada na questão.
Assim como ocorreu no caso do relatório exposto por Mendonça, Gonet ganhou cinco dias do presidente do STF, Luiz Edson Fachin, para se manifestar sobre o as alegações de Moraes.
Desta vez, o procurador-geral da República não parece ter tanta pressa. Ou pode simplesmente ter ido dormir mais cedo ontem e demorado para acordar nesta sexta.
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