Segundo EUA, petróleo voltou a fluir em Ormuz
JD Vance, vice-presidente americano, diz que tráfego marítimo no estreito se aproxima dos níveis anteriores à guerra com o Irã
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou nesta quinta-feira, 3, que a movimentação de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz praticamente voltou aos patamares registrados antes do início do conflito com o Irã, mesmo com ataques ainda ocorrendo contra embarcações comerciais.
Em coletiva na Casa Branca, Vance comparou a situação atual à de três meses atrás, quando classificou o volume de petróleo escoado pelo estreito como praticamente nulo diante das ameaças iranianas: “Se vocês olharem para trás, três meses atrás, quanto petróleo e gás saíam do estreito sob as ameaças iranianas? Praticamente nada. Agora está quase de volta ao nível em que estava antes de o conflito começar”.
O vice-presidente atribuiu a melhora a ações realizadas nos últimos dias, voltadas a dificultar ataques iranianos contra navios comerciais.
De acordo com sua explicação, o objetivo é manter o escoamento de energia para os mercados internacionais: “O que fizemos há apenas alguns dias foi dificultar para os iranianos atirar contra o transporte marítimo comercial, novamente, para garantir o fluxo de petróleo e gás para os mercados energéticos mundiais”.
Vance também apresentou números para ilustrar a diferença entre a intenção iraniana e o resultado obtido pelas forças americanas, afirmando que “os iranianos gostariam que saíssem zero milhões de barris do estreito de Ormuz. Ontem à noite saíram 15 milhões de barris”.
Antes da guerra, o Estreito escoava cerca de 20 milhões de barris diários de petróleo e derivados.
Postura em relação a Teerã
O vice-presidente descartou qualquer negociação com o governo iraniano enquanto persistirem os ataques a embarcações, repetindo uma condição que, segundo ele, permanece desde o início da crise: “Nossa mensagem aos iranianos é simples. Tem sido a mesma desde o início: eles precisam parar de atirar contra o transporte marítimo comercial”.
Ele completou: “Não estamos falando com eles, e não vamos falar com eles a menos que parem de atirar contra o transporte marítimo comercial”.
Dado divulgado um dia antes pelo secretário de Energia, Chris Wright, apontou que mais de 17 milhões de barris cruzaram Ormuz na segunda-feira, o maior volume desde o começo da guerra, no fim de fevereiro.
Wright destacou ainda que, somadas as exportações de Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos por oleodutos alternativos, o total superou os patamares pré-guerra: “Com ou sem o Irã, o petróleo e o gás continuarão saindo da região do golfo Arábico, e isso está acontecendo”.
Vance evitou classificar o momento atual como uma guerra convencional em andamento, afirmando que “as principais operações de combate não estão ocorrendo atualmente”.
Ele defendeu a capacidade americana de manter o estreito aberto, alertando para os riscos de uma interrupção prolongada: “Somos o único país do mundo que pode garantir, como disse o presidente, o controle sobre o Estreito de Ormuz”.
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