Um peixe sem escamas foi encontrado a cerca de 8.200 metros e vive onde a pressão seria destrutiva para quase todos os vertebrados
A pressão nessa profundidade costuma ultrapassar 800 vezes a registrada na superfície do oceano

O que você vai ver
- O que é a zona hadal onde o Pseudoliparis swirei foi encontrado.
- Por que a pressão nessa profundidade destruiria a maioria dos vertebrados.
- Por que esse peixe não tem escamas.
- Como ele consegue viver a essa profundidade extrema.
- Por que essa descoberta interessa tanto à ciência.
Nas profundezas extremas de uma fossa oceânica, um peixe sem escamas foi encontrado vivendo a cerca de 8.200 metros de profundidade, região onde a pressão da água seria fisicamente destrutiva para praticamente qualquer outro vertebrado conhecido.
O que é a zona hadal onde o Pseudoliparis swirei foi encontrado?
A zona hadal corresponde às regiões mais profundas do oceano, geralmente associadas a fossas oceânicas, ambiente que ultrapassa os 6 mil metros de profundidade e representa um dos habitats mais extremos e menos explorados de todo o planeta.
Segundo o Smithsonian, o Pseudoliparis swirei foi descrito a partir de espécimes coletados justamente nessa zona hadal, contexto que já o coloca entre os peixes encontrados em maior profundidade já documentados pela ciência em qualquer oceano do mundo.
Ikan Terdalam Yang Berhasil Direkam Saintis.
— Semesta Sains (@semestasains) October 30, 2025
Saintis asal Jepang dan Australia, memecahkan record dengan keberhasilan mereka merekam kehidupan Snailfish (Pseudoliparis swirei) dikedalaman 8.336 meter di salah satu titik terdalam di Palung Jepang (37°07'53.8"N 143°00'04.7"E).… pic.twitter.com/jdaDPDawMG
Por que a pressão nessa profundidade destruiria a maioria dos vertebrados?
A cerca de 8.200 metros de profundidade, a pressão da água atinge níveis extremos, muitas vezes superiores a 800 vezes a pressão atmosférica registrada na superfície, condição capaz de comprometer estruturas físicas e processos biológicos essenciais na maioria dos vertebrados conhecidos.
Órgãos, membranas celulares e proteínas de animais não adaptados especificamente a esse tipo de ambiente tendem a sofrer danos estruturais graves sob pressão tão elevada, o que explica por que a grande maioria dos peixes e outros vertebrados simplesmente não consegue sobreviver em profundidades próximas às da zona hadal.
Por que esse peixe não tem escamas?
O Pseudoliparis swirei não possui escamas, característica que o diferencia da maioria dos peixes encontrados em profundidades menores, adaptação provavelmente relacionada à necessidade de flexibilidade corporal extrema para suportar a pressão avassaladora presente na zona hadal.
Escamas rígidas poderiam representar uma desvantagem estrutural em condições de pressão tão elevada, já que a ausência delas permite que o corpo do peixe se ajuste de forma mais uniforme e flexível às forças externas exercidas pela água, reduzindo o risco de dano físico direto causado pela pressão extrema do ambiente.
Como ele consegue viver a essa profundidade extrema?
Além da ausência de escamas, peixes adaptados à zona hadal como o Pseudoliparis swirei costumam apresentar outras adaptações internas específicas, incluindo composições químicas celulares ajustadas para manter proteínas e membranas funcionais mesmo sob pressão extremamente alta.
Essas adaptações bioquímicas, combinadas com a flexibilidade estrutural proporcionada pela ausência de escamas, permitem que o Pseudoliparis swirei mantenha funções vitais básicas operando normalmente num ambiente onde a grande maioria dos vertebrados simplesmente não teria condições fisiológicas de sobreviver.
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— 夢づくり工房 (@yumezukurikobo) March 3, 2026
Pseudoliparis swirei精密模型プロジェクトhttps://t.co/XuS5k3OF0B pic.twitter.com/BCYBHMV9yK
Por que essa descoberta interessa tanto à ciência?
Encontrar e descrever formalmente um peixe capaz de viver em profundidades tão extremas amplia diretamente o entendimento científico sobre os limites biológicos suportáveis por vertebrados, informação relevante para pesquisas mais amplas sobre adaptação evolutiva a condições ambientais extremas.
Esse tipo de descoberta também reforça o quanto as regiões mais profundas do oceano permanecem pouco exploradas, sugerindo que ainda existem espécies e adaptações desconhecidas esperando para serem documentadas em ambientes tão remotos e tecnicamente difíceis de estudar quanto a zona hadal das fossas oceânicas.
- Pseudoliparis swirei foi descrito a partir de espécimes coletados a cerca de 8.200 metros.
- Vive na zona hadal, região mais profunda e extrema do oceano.
- Não possui escamas, adaptação que ajuda a resistir à pressão extrema.
- Está entre os peixes encontrados em maior profundidade já documentados.
Condições extremas que raramente afetam certas regiões também aparecem em outros relatos, como o caso do deserto do Atacama, onde duas tempestades levaram neve e chuva rara a uma das regiões mais secas do planeta.
Mais detalhes sobre o Pseudoliparis swirei estão disponíveis no site oficial do Smithsonian.
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