Empresário que fez pagamentos a fundo de advogado de Eduardo fecha delação
Delação de Antonio Carlos Freixo Júnior foi encaminhada ao gabinete do ministro André Mendonça, do STF
O dono da Entre Investimentos e Participações, Antonio Carlos Freixo Júnior (foto), o Mineiro, fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo O Globo, ele confirmou aos investigadores que fez pagamentos ao fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O acordo de delação foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Caberá ao magistrado decidir se o homologa ou não a colaboração.
Dark Horse
A expectativa dos investigadores é que a delação de Freixo Júnior, que não está preso e também não utiliza tornozeleira eletrônica, possa ajudar a obter os registros da movimentação do fundo Havengate nos Estados Unidos.
O objetivo é saber se o dinheiro dado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, foi de fato usado para financiar a produção de Dark Horse, filme inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro, ou se teria sido usado para custear os gastos de Eduardo Bolsonaro no exterior.
Transferências ao exterior
De acordo com informações do site Intercept Brasil, Vorcaro transferiu aproximadamente 60 milhões de reais entre fevereiro e maio de 2025 para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro — parte de um pedido original de 24 milhões de dólares, cerca de 134 milhões de reais, feito por Flávio Bolsonaro.
Ao menos uma parcela desses valores teria sido enviada para o fundo Havengate Development Fund LP, nos Estados Unidos, ligado ao advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo Bolsonaro no Texas.
O senador diz que o dinheiro foi integralmente destinado ao filme.
Delação do ex-dono da Reag
A delação de Antonio Carlos Freixo Júnior é a segunda no caso Master.
A PGR assinou um acordo de delação premiada com João Carlos Mansur, ex-dono da gestora de fundos Reag.
As investigações apontam Mansur como o responsável por estruturar a teia de fundos que abasteceu o Master.
Mansur disse ter informações sobre cerca de 20 bilhões de reais em ativos que estariam ocultos no Brasil em nome de terceiros e por meio de fundos.
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