Cury atribui crescimento a discurso de pacificação
Candidato do Avante aparece em terceiro lugar em pesquisa e associa avanço a fala de conciliação entre eleitores de esquerda e direita
O presidenciável Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quarta-feira, 2, durante agenda de campanha em São Paulo, que o avanço registrado nas pesquisas eleitorais decorre de seu posicionamento voltado à conciliação política.
O psiquiatra e escritor apareceu com 10% das intenções de voto em levantamento da Quaest, atrás de Lula (PT), com 37%, e Flávio Bolsonaro (PL), com 30%. A declaração ocorreu após reunião com representantes da comunidade judaica na Federação Israelita do Estado de São Paulo.
Comparação com outras candidaturas
Cury comparou sua trajetória nas pesquisas à ascensão de Jair Bolsonaro em 2018 e à do ex-presidente americano Barack Obama em 2008. “Não me consta que nem eles tiveram um crescimento tão rápido”, declarou.
Segundo o candidato, os últimos dois governos, de Lula e de Bolsonaro, contribuíram para aprofundar a distância entre grupos políticos antagônicos no país. Ele afirmou ainda que “existem pessoas encantadoras tanto na esquerda como na direita”.
Origem humilde e resposta a críticas
O presidenciável também descreveu a criação junto a cinco irmãos, período em que a família dividia um único dormitório.
Autor de obras de autoajuda publicadas em 90 países, relacionou experiências pessoais de superação a um paralelo com a polarização nacional: “As pessoas vivem próximas, com seus pensamentos, do que elas mais querem afastar”.
Cury negou que o crescimento nas pesquisas resulte de estratégias de engajamento artificial nas redes, hipótese levantada por adversários. Segundo ele, apoiadores têm organizado carreatas sem articulação da campanha.
Ao comentário do candidato Renan Santos (Missão), que classificou sua candidatura como “pastel de vento”, reagiu com humor: “Gosto muito de pastel, desde quando era criança”.
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