Marina cobra explicações de Moraes e defende afastamento temporário
Ex-ministra de Lula disse que revelações sobre relação com Vorcaro são “gravíssimas”, mas critica uso eleitoral do episódio
A deputada Marina Silva (Rede-SP), ex-ministra do Meio Ambiente do Governo Lula, afirmou nesta quarta-feira, 2, que as revelações sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o empresário Daniel Vorcaro “são gravíssimas e precisam ser esclarecidas”.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Marina disse que Moraes deve prestar esclarecimentos “com toda a transparência” e defendeu o afastamento temporário do ministro como forma de preservar o Supremo e garantir seu direito de defesa.
“O ministro Alexandre de Moraes precisa se explicar com toda a transparência que a gravidade dos fatos exige”, afirmou.
Para a deputada, o afastamento deveria ocorrer dentro do devido processo institucional. Segundo ela, a medida permitiria que Moraes se defendesse sem comprometer a imagem da Corte.
“Considero que o afastamento temporário do ministro Alexandre de Moraes, seguindo o devido processo institucional, pode ser a melhor maneira de ele exercer plenamente seu direito de defesa e, ao mesmo tempo, preservar o Supremo Tribunal Federal”, declarou.
Marina, no entanto, afirmou que o episódio não pode ser utilizado para atacar o STF ou a democracia. Ela também criticou uma eventual instrumentalização eleitoral das revelações.
“Precisamos também impedir que esse episódio seja instrumentalizado eleitoralmente ou usado por aqueles que querem deslegitimar o Supremo Tribunal Federal e atacar as nossas instituições”, disse.
A deputada também questionou a atuação do ministro André Mendonça no caso envolvendo Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Segundo Marina, há uma discussão a ser feita sobre os critérios adotados por Mendonça, especialmente diante do sigilo mantido na investigação.
“O caso do filme sobre Jair Bolsonaro, envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro, continua sob sigilo. Por que o ministro Mendonça não adotou ali o mesmo critério?”, questionou.
Na avaliação de Marina, a preservação das instituições depende de transparência e aplicação uniforme das regras.
“Ninguém está acima da lei”, escreveu na legenda da publicação.
A deputada defendeu uma investigação que respeite o devido processo e tenha critérios iguais para todos. “É assim que protegemos a democracia e as instituições”, afirmou.
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