Uma erupção começou em dezembro e chegou a 20 episódios de fontes de lava em poucos meses, algumas vezes com dois jatos subindo ao mesmo tempo
Entre dezembro de 2024 e maio de 2025, o cume do Kīlauea alternou pausas e fontes intensas, incluindo episódios raros com dois jatos simultâneos
Em 23 de dezembro de 2024, lava voltou a alcançar a superfície dentro da cratera Halemaʻumaʻu, no cume do Kīlauea, no Havaí. O que começou como uma nova fase eruptiva transformou-se numa sequência incomum de pulsos separados por pausas. Em 6 de maio de 2025, a erupção do Kīlauea completou seu 20º episódio, e o USGS destacou que muitos deles produziram duas fontes de lava simultâneas, fenômeno considerado raro tanto no próprio vulcão quanto mundialmente.
Como a erupção do Kīlauea chegou a 20 episódios separados?
O primeiro episódio começou às 2h20 de 23 de dezembro de 2024. Depois dele, a atividade não permaneceu continuamente intensa: períodos de fontes e derrames de lava alternaram-se com pausas que variavam de horas a vários dias. Até maio, essa sucessão permitiu ao Hawaiian Volcano Observatory numerar individualmente cada reativação.
A dinâmica estava concentrada em Halemaʻumaʻu, dentro da caldeira do cume conhecida como Kaluapele. O magma permanecia próximo à superfície durante as pausas e, conforme pressão e gases voltavam a se acumular, novas fases de fontes de lava podiam começar. Até o episódio 20, não havia atividade significativa simultânea nas zonas de rifte leste e sudoeste.
Por que duas fontes de lava podiam aparecer ao mesmo tempo?
A atividade concentrou-se principalmente em dois pontos chamados pelo USGS de vent norte e vent sul. Em vários episódios, ambos conseguiram expelir lava simultaneamente. O Hawaiian Volcano Observatory chamou atenção para essas fontes duplas porque duas colunas persistentes subindo juntas são relativamente incomuns no Kīlauea e também entre vulcões observados mundialmente.
Isso não significa que os dois jatos tivessem sempre a mesma força. Durante o episódio 20, por exemplo, a fonte norte alcançou mais de 150 metros, enquanto a fonte sul chegou a aproximadamente 20 metros. As duas estavam ativas, mas o vent norte dominava claramente a emissão.
- Dois vents principais alimentavam as fontes.
- Muitos episódios ativaram os dois simultaneamente.
- As alturas das fontes podiam ser muito diferentes.
- Pausas separavam uma fase intensa da seguinte.
- Lava permaneceu restrita à região do cume nesse período.
Este vídeo registra o episódio 20 e mostra as fontes de lava observadas em 6 de maio de 2025.
O que tornou o episódio 20 da erupção do Kīlauea tão expressivo?
A fase de fontes sustentadas começou às 17h28 e terminou às 21h58 de 6 de maio, durando aproximadamente quatro horas e meia. Antes disso, quase 31 horas de atividade precursora de baixa intensidade haviam ocorrido, incluindo eventos de gas pistoning, pequenos transbordamentos e drenagem de lava de volta para o vent.
Nos primeiros 30 minutos das fontes sustentadas, o USGS estimou uma taxa de emissão da ordem de 200 metros cúbicos de lava por segundo. A fonte norte ultrapassou 150 metros de altura, produzindo fluxos pelo piso de Halemaʻumaʻu enquanto o vent sul mantinha atividade mais baixa.
Por que as fontes paravam e depois voltavam dias mais tarde?
Os instrumentos registravam mudanças características entre os episódios. Durante uma fase de fontes, o cume podia sofrer deflação à medida que magma e gases eram liberados. Quando a atividade cessava, a inflação recomeçava, indicando nova pressurização do reservatório e dos condutos rasos.
Esse padrão permitia aos geólogos estimar quando uma nova fase poderia começar, embora sem determinar previamente um horário exato. Após o episódio 20, por exemplo, o USGS observou inflação do cume e brilho persistente nos dois vents, sinais de que magma permanecia perto da superfície.

O que os números mostram sobre a erupção do Kīlauea até o episódio 20?
A sequência começou em dezembro de 2024 e avançou rapidamente pelos primeiros meses de 2025. Alguns episódios duraram poucas horas; outros se prolongaram por dias. O catálogo oficial mostra também fontes máximas superiores a 200 metros em episódios anteriores ao vigésimo.
A cronologia oficial mantida pelo USGS reúne início, término, duração, alturas máximas das fontes e outras características de cada episódio. O episódio 20, portanto, representava um marco daquela erupção em maio de 2025, e não necessariamente seu encerramento.
| Característica | Registro |
|---|---|
| Início da sequência | 23 de dezembro de 2024. |
| Episódio 20 | 6 de maio de 2025. |
| Fonte norte no episódio 20 | Mais de 150 m. |
| Fontes sustentadas no episódio 20 | Cerca de 4,5 horas. |
Por que a sequência foi tão valiosa para os vulcanólogos?
Cada pausa e reativação ofereceu uma oportunidade de relacionar deformação do terreno, tremor sísmico, gases e comportamento das fontes. Como a atividade permaneceu concentrada no cume, câmeras e instrumentos do observatório conseguiram acompanhar repetidamente a evolução dos mesmos vents.
As fontes duplas acrescentaram um elemento especialmente incomum. Em vez de uma única abertura dominar toda a sequência, dois condutos puderam funcionar simultaneamente em vários momentos e com intensidades diferentes. Assim, os primeiros 20 episódios formaram um registro detalhado de como um sistema magmático raso pode alternar rapidamente entre pressurização, descarga e nova pausa.
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