Vídeo de Cury sugere que brasileiro “pare de olhar para os lados”
Peça divulgada nas redes sociais do presidenciável aposta em união entre eleitores de direita e esquerda para "acabar com guerra interminável"
A campanha de Augusto Cury, divulgou um vídeo nesta quarta, 2, nas redes sociais em que apresenta o candidato do Avante como o único capaz de ajudar o Brasil a encerrar a “guerra interminável” da polarização.
A gravação é interpretada por um casal, marido e mulher, que conversam sobre a possibilidade de eleitores de direita e esquerda apoiarem o mesmo candidato.
“Como assim, pela primeira vez o Brasil não quer mais do mesmo? Direita e esquerda pensando em votar na mesma pessoa? Será que é isso”, diz o marido, apontando para uma foto de Cury em um quadro.
A companheira entra na sala e pergunta: “O que foi, amor? Pra que gritar desse jeito?”
“Vem cá, deixa eu te mostrar uma coisa. Olha esse cara, ele sempre defendeu a direita”, diz o homem, apontando para o senador Flávio Bolsonaro (PL).
“E esse sempre defende a esquerda”, afirma a mulher, apontando para Lula (PT).
Na sequência, o homem destaca a trajetória de Cury e afirma que pessoas de polos políticos diferentes estariam se unindo para “votar no mesmo cara”.
“O Augusto Cury é psiquiatra, professor e escritor. Passou décadas estudando a mente humana e seus livros chegaram a milhões de pessoas. Só que isso não é o mais relevante. O mais relevante é ver pessoa que não sentaria na mesma mesa para discutir política querendo votar no mesmo cara”, afirma.
“Então, quer dizer que ele é a solução?”, questiona a mulher.
“Não, a solução é o povo entender que o Brasil é nosso”, responde o companheiro.
O homem afirma ainda que os brasileiros deveriam se questionar se precisam necessariamente escolher um dos lados da polarização.
“Se a gente parar de olhar para os lados e lembrar disso aqui [foto de Cury], a gente tem uma chance”, conclui.
O vídeo mostra ainda imagens de Ronaldo Caiado (PSD) e Pablo Marçal (PRTB).
10% das intenções de voto
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta, 2, mostra Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 29%. Cury aparece com 10%, e Renan, com 3%.
Cury se destacou no debate da Bandeirantes e depois caiu nas graças dos influenciadores nas redes sociais.
Pesquisa da Realtime Big Data, divulgada na terça, 1º de setembro, perguntou ao brasileiro se existia algum candidato em que ele pensava em votar, mas ainda precisava conhecer melhor.
Cerca de 38% responderam que sim: 12% indicaram que essa pessoa seria Augusto Cury, 10% que seria Renan Santos, 5% falaram em Ronaldo Caiado e 4%, Zema.
Influencer pode fazer campanha?
A legislação permite manifestações espontâneas de apoio a candidatos nas redes sociais.
O problema é quando influenciadores são contratados ou remunerados para fazer propaganda eleitoral.
Também existem regras específicas para o impulsionamento e a monetização de conteúdo político.
A questão, portanto, é distinguir uma manifestação espontânea de apoio de uma ação publicitária financiada por qualquer candidato.
À Crusoé, a assessoria de Augusto Cury negou ter contratado ou remunerado influenciadores para divulgar conteúdos em apoio ao candidato.
Leia em Crusoé: Influenciadores se derramam por Augusto Cury
Leia também: “Cury foi impulsionado pelos influenciadores do Master”, diz Renan
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