Marinho pede afastamento de Moraes e fala em “nuvem de incredulidade”
Líder da oposição cobra investigação sobre relação entre ministro do STF e Daniel Vorcaro e anuncia novo pedido de impeachment
Em meio às suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu nesta quarta-feira, 2, o afastamento do do magistrado.
De acordo com o parlamentar, a oposição protocolou o 55º pedido de impeachment contra Moraes e também apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Eu estou pedindo um afastamento dele, como pedi ontem a prisão do ministro Alexandre Moraes”, disse.
Segundo o senador, o caso exige uma investigação independente para esclarecer as suspeitas envolvendo Moraes. Ele também criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por ter se manifestado pelo arquivamento de uma investigação relacionada ao caso.
“O próprio Ministério Público declara que é ilegal o que ele fez, já que ele é suspeito nesse mesmo processo”, afirmou Marinho.
O líder da oposição também pediu o afastamento de outras autoridades que, segundo ele, teriam participado do caso.
Marinho disse ainda que a oposição não pretende recorrer à obstrução dos trabalhos do Senado nesta quarta-feira. Segundo ele, a estratégia é pressionar por providências institucionais contra Moraes.
“Nós estamos fazendo o 55º pedido de impeachment do Alexandre Moraes”, afirmou.
O senador também criticou a relação entre o presidente Lula e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Para Marinho, a proximidade entre os dois é “pouco usual” e levanta dúvidas sobre o acesso do presidente a investigações em andamento.
“O presidente da República, ao invés de se despachar com o ministro da Justiça, parece que vive mais perto do diretor-geral da Polícia Federal”, disse.
Para Marinho, as suspeitas envolvendo Moraes precisam ser esclarecidas pelo próprio STF. O senador defendeu que o caso seja levado ao plenário da Corte para que os ministros discutam as acusações.
“Essas suspeitas toldam, geram uma nuvem de incredulidade na população e de suspeição sobre os principais poderes da República”, afirmou.
O líder da oposição disse ainda que o Judiciário precisa ser independente, imparcial e isento.
“A ninguém é dado o direito de estar acima da lei”, concluiu.
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