Banhado em óleo, câmbio de dupla embreagem usa seis marchas para controlar SUV de 125 cv e 220 Nm
Duas embreagens banhadas a óleo antecipam trocas e lidam melhor com calor, enquanto seis marchas fixas diferenciam o DCT de um CVT.
Duas embreagens trabalhando em conjunto permitem trocar marchas rapidamente sem recorrer ao funcionamento contínuo de um CVT. O Nissan Kicks atual usa transmissão DCT de seis marchas com embreagens banhadas a óleo, associada ao motor 1.0 turbo flex de até 125 cv e 220 Nm com etanol.
Como funciona o câmbio DCT de seis marchas?
A sigla DCT significa transmissão de dupla embreagem. Em vez de uma única embreagem, o conjunto utiliza duas: uma trabalha com determinadas marchas e a outra fica ligada ao segundo grupo, permitindo preparar a próxima relação antes da troca.
Quando o sistema decide mudar de marcha, uma embreagem desacopla enquanto a outra assume a transmissão de força. Esse funcionamento reduz a interrupção de torque e ajuda o câmbio a executar mudanças rápidas sem exigir que o motorista opere pedal de embreagem.

Por que as embreagens ficam banhadas a óleo?
No Kicks, a Nissan confirma que as duas embreagens trabalham banhadas a óleo. Tecnicamente, o fluido ajuda a absorver e dissipar o calor gerado pelo atrito quando as embreagens acoplam, desacoplam ou trabalham com algum deslizamento.
Esse controle térmico é especialmente útil em situações de repetidas arrancadas, subidas e trânsito lento. Sistemas úmidos também conseguem manter características de atrito mais estáveis sob temperatura elevada, favorecendo durabilidade e consistência das respostas.
O conjunto reúne estas características:
Qual é a diferença entre esse DCT e um CVT tradicional?
O DCT do Kicks possui seis marchas físicas com relações definidas. Um CVT tradicional funciona de outra maneira: sua relação varia continuamente dentro de uma faixa, sem depender de seis engrenagens fixas para estabelecer cada etapa de transmissão.
Por isso, a sensação também pode mudar. O DCT realiza transições perceptíveis entre relações, enquanto o CVT consegue manter o motor em uma rotação escolhida enquanto altera continuamente a relação conforme velocidade e carga.
Como as duas embreagens ajudam a aproveitar os 220 Nm?
O motor 1.0 turbo de três cilindros entrega 220 Nm a 2.500 rpm e 125 cv a 5.000 rpm com etanol. Com gasolina, são 200 Nm a 2.000 rpm e 120 cv a 5.000 rpm.
A Nissan associa o DCT a trocas rápidas e menor interrupção da tração. Como uma relação pode ser preparada enquanto outra ainda está em uso, o câmbio busca aproveitar a faixa de torque do turbo durante arrancadas e retomadas.
Motor e transmissão cumprem funções complementares:
O Kicks usa esse câmbio em toda a linha atual?
Sim. A linha 2026/2027 apresentada pela Nissan utiliza o 1.0 Turbo 220T com DCT de seis marchas desde a versão Sense. Advance, Exclusive e Platinum mantêm a mesma arquitetura de motor e transmissão.
A seção oficial de perguntas da Nissan confirma explicitamente a transmissão de dupla embreagem banhada a óleo. As versões superiores acrescentam equipamentos, mas não trocam o princípio de funcionamento do câmbio.
O DCT torna o Kicks parecido com um automático convencional?
Para quem dirige, sim no sentido de dispensar pedal de embreagem e executar as trocas sozinho. Por dentro, porém, o DCT se aproxima de uma caixa automatizada com engrenagens fixas, enquanto um CVT usa variação contínua de relação.
Na trajetória do Nissan Kicks, a nova geração brasileira representa uma mudança importante de conjunto mecânico. O banho de óleo ajuda o sistema a lidar com calor, enquanto as duas embreagens e seis marchas definem uma resposta diferente daquela associada ao CVT tradicional.
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