Esse é o plano da NASA de U$ 40 bilhões para fotografar cidades alienígenas
A tecnologia poderia permitir imagens muito mais detalhadas de exoplanetas e revelar oceanos, continentes e outros sinais de habitabilidade.
Imagine apontar um telescópio para o céu e conseguir reconstruir a superfície de um planeta localizado a dezenas de anos-luz. Parece ficção científica, mas pesquisadores ligados à NASA estudam uma possibilidade que pode mudar radicalmente a busca por outros mundos: usar a gravidade do próprio Sol como uma lente cósmica gigantesca.
A tecnologia poderia permitir imagens muito mais detalhadas de exoplanetas e revelar oceanos, continentes e outros sinais de habitabilidade.
Como o Sol poderia virar uma lente espacial gigantesca?
A proposta utiliza a Lente Gravitacional Solar (SGL), um efeito previsto pela teoria da relatividade de Einstein. A gravidade do Sol curva a luz que chega de um exoplaneta distante, permitindo que uma espaçonave posicionada corretamente aproveite esse fenômeno como uma espécie de lente natural.
O problema é a distância. A região focal começa a mais de 548 unidades astronômicas do Sol, muito além da órbita de Plutão.
Confira os planos da Lente Gravitacional Solar (SGL) da NASA no vídeo abaixo do canal “Universe“.
O que esse telescópio de lente gravitacional do Sol poderia revelar sobre outro planeta?
Em vez de produzir uma fotografia convencional, a missão captaria informações do chamado anel de Einstein e utilizaria processamento computacional para reconstruir uma imagem do exoplaneta.
Estudos indicam que isso poderia alcançar uma resolução superficial de dezenas de quilômetros, dependendo do alvo e das condições da missão.
Entre os detalhes que poderiam ser investigados estão:
A tecnologia de um telescópio de lente gravitacional do Sol poderia superar o James Webb?
O objetivo não seria simplesmente substituir o James Webb, mas realizar algo que telescópios convencionais enfrentam enormes dificuldades para fazer: obter uma imagem espacialmente resolvida de um planeta semelhante à Terra a grandes distâncias.
Um estudo da NASA/JPL estima que um telescópio convencional poderia precisar de uma abertura gigantesca para obter resolução comparável em determinados cenários. A SGL aproveitaria a gravidade solar para ampliar o sinal sem precisar construir um espelho desse tamanho.

Poderíamos realmente encontrar cidades alienígenas?
É aqui que a realidade precisa separar-se do hype. “Fotografar cidades alienígenas” ainda é uma extrapolação, e os estudos não demonstram que seria possível identificar estruturas urbanas individuais. Uma resolução na escala de dezenas de quilômetros permitiria procurar características planetárias muito maiores.
Além disso, a missão ainda está longe de ser construída. O conceito permanece em desenvolvimento tecnológico, e os estudos da NASA destacam desafios enormes de navegação, distância, processamento de imagens e operação no ponto focal.
O mais impressionante é que a humanidade não precisaria construir uma lente de dimensões absurdas: poderia tentar usar uma das maiores estruturas gravitacionais disponíveis no nosso próprio Sistema Solar, o Sol.
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