Regiane Alves revela menopausa precoce aos 47 e situação com os filhos: ‘Exige muito diálogo’
Ela voltou às novelas da Globo em Por Você como Margô, professora que enfrenta perdas pessoais e problemas da educação pública
Regiane Alves voltou para as novelas da Globo como Margô, professora de Por Você. Na trama das sete, escrita por Dino Cantelli e Juliana Peres, a personagem sonhava em ser mãe, mas não conseguiu ter filhos e passou a considerar seus alunos como parte da própria família. O núcleo mostrará problemas da educação pública, como falta de recursos financeiros e agressões sofridas pelos profissionais nas escolas.
“A personagem é uma mulher que está se reconstruindo. Perdeu a mãe, acabou um casamento e não conseguiu ter o filho que tanto queria. Ela se vê dentro de uma escola pública como se aquilo fosse a vida dela. O núcleo vai mostrar as dificuldades reais da educação, a falta de verba e até a agressão aos professores. É bom fazer personagens que validam o que está acontecendo na sociedade”, avaliou em conversa com O Globo.
Além dos conflitos de Margô, Regiane Alves identificou nos primeiros capítulos referências ao universo das novelas de Manoel Carlos (1933-2024). A atriz já trabalhou em três produções do autor e destacou elementos que remetem às histórias ambientadas no Rio de Janeiro. Segundo ela, a presença de um hospital e as menções a personagens conhecidos fazem parte da homenagem, embora Dino Cantelli e Juliana Peres imprimam características próprias ao novo folhetim.
Atriz festeja nova fase em novela das 19h da Globo
“Amei as referências ao universo do Manoel Carlos. É um lugar por onde eu já andei bastante em pelo menos três novelas. Tem essa homenagem por se passar no Rio de Janeiro, ter um hospital e fazer menções a personagens clássicos, com o doutor Moreti. Mas os autores têm a própria personalidade e estão trazendo coisas novas, com um elenco muito bacana”, contou Regiane Alves sobre a produção.
Paralelamente às gravações de Por Você, a atriz está em cartaz em São Paulo com o espetáculo Querida Mamãe, escrito por Maria Adelaide Amaral. Regiane contracena com Nívea Maria e afirmou que a peça aborda os distanciamentos que podem existir mesmo dentro das relações familiares mais próximas. Para ela, a história também trata da possibilidade de reconstruir vínculos, além da necessidade de compreender e respeitar os limites existentes entre familiares.
“Tenho uma admiração enorme pela forma como a Maria Adelaide escreve, com leveza, humor e uma certa ironia. A peça fala sobre como as relações consideradas mais próximas às vezes são as mais distantes. Mostra que nunca é tarde para fazer um resgate dentro do núcleo familiar e aprender a amar e respeitar o limite do próximo. Dividir o palco com a Nívea Maria, com quem eu nunca tinha trabalhado, está sendo lindo”, relatou.
Regiane Alves abriu o jogo sobre menopausa
Regiane Alves também relacionou os assuntos discutidos no teatro à própria experiência familiar. Aos 47 anos, ela contou que teve menopausa precoce justamente em uma fase na qual os filhos começam a entrar na adolescência. A artista afirmou que procura manter diálogo aberto com os meninos sobre as mudanças hormonais e os efeitos que percebe em seu próprio organismo.
“Fazer teatro vale por umas dez sessões de terapia. Eu tenho dois filhos entrando na adolescência, cheios de hormônios, e eu tive menopausa precoce. A balança não foi muito equilibrada na hora que fizeram os seres humanos. Os meninos estão com muitos hormônios, e as mães perdendo um pouco. Exige muito diálogo e comunicação. Eu verbalizo para eles. “Olha, a mamãe está na menopausa. Às vezes acorda no meio da noite suando, mas calma que vai passar.””
A artista explicou que também busca acompanhamento médico para atravessar a menopausa com qualidade de vida. A atriz afirmou que associa reposição hormonal aos cuidados com alimentação, atividade física e saúde mental. “Ao mesmo tempo, procuro um médico para fazer uma reposição hormonal e ter uma vida longa com qualidade. Cuido da alimentação, faço atividade física e, principalmente, cuido da cabeça. É um processo natural da vida. Não tem como fugir”, disse.
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