Coelhos robôs com cheiro, calor e movimentos estão sendo usados como isca para capturar pítons gigantes na Flórida
Os equipamentos reproduzem características de coelhos reais para atrair as cobras e facilitar sua captura.
Parece cena de filme, mas é uma estratégia real: cientistas espalharam 120 coelhos robôs pelos Everglades, no sul da Flórida, para tentar localizar pítons-birmanesas, uma espécie invasora que vem causando forte impacto sobre a fauna nativa.
Os equipamentos reproduzem características de coelhos reais para atrair as cobras e facilitar sua captura.
Por que os cientistas estão usando coelhos robôs para caçar cobras?
As pítons-birmanesas representam um problema sério nos Everglades porque atacam mamíferos, aves e répteis nativos.
Para tentar encontrar esses predadores antes que eles se reproduzam, os pesquisadores criaram uma isca tecnológica capaz de imitar uma presa real.
Os robôs utilizam energia solar, câmeras, movimentos naturais e até odores para tornar a simulação mais convincente. Quando uma píton se aproxima e ataca, os equipamentos ajudam a indicar a localização do animal.
A Flórida começa a espalhar coelhos robôs com calor, cheiro e movimentos naturais pelos Everglades para "caçar" pítons de até 5 metros escondidas no pântano e ajudar a combater a espécie – CPG Click Petróleo e Gás https://t.co/7QEWEbQX8v
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O que torna esses coelhos robóticos tão diferentes?
A tecnologia foi desenvolvida para explorar justamente o comportamento predatório das pítons.
Em vez de procurar diretamente uma cobra extremamente difícil de rastrear, os pesquisadores tentam fazer com que ela revele sua própria localização ao atacar uma falsa presa.
Os principais recursos empregados nos robôs incluem:
A expectativa é retirar a píton da área antes que ela tenha novas oportunidades de reprodução.
Um estudo revelou o tamanho do problema nos Everglades
A estratégia dos robôs também está ligada a pesquisas anteriores. Em um estudo realizado em 2015, pesquisadores soltaram 95 coelhos-do-brejo adultos nos Everglades para investigar a ação das pítons invasoras.
O resultado chamou atenção: durante 11 meses, as pítons foram responsáveis por 77% das mortes dos coelhos monitorados, mostrando como esses predadores podem pressionar as populações de espécies nativas.
Como as pítons chegaram à Flórida e por que são tão difíceis de controlar?
As pítons-birmanesas começaram a ser observadas nos Everglades na década de 1970. A principal suspeita é que tenham chegado à região por causa do comércio de animais exóticos, seguido de solturas acidentais ou intencionais.
Desde então, elas se espalharam por grande parte do sul da Flórida. O comportamento discreto das cobras torna o monitoramento extremamente difícil, e os pesquisadores ainda não conseguem estimar com precisão o tamanho da população.
A batalha, porém, pode ficar ainda mais tecnológica. Os pesquisadores planejam combinar os coelhos robóticos com cães farejadores, drones avançados e tecnologias genéticas para tentar localizar e reduzir as populações da espécie invasora.
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