A maior fabricante de trens do mundo assume antiga fábrica no interior de São Paulo e vai produzir 44 composições para o metrô
A antiga unidade industrial ganha novo papel na produção de trens para o transporte urbano
A antiga fábrica ferroviária de Araraquara ganhou uma nova operação. A chinesa RC, que se apresenta como a maior fornecedora mundial de equipamentos de transporte sobre trilhos, assumiu as instalações antes usadas pela Hyundai Rotem e vai produzir 44 novos trens para o Metrô de São Paulo.
Qual fábrica a CRRC assumiu no interior paulista?
A unidade fica em Araraquara e foi originalmente inaugurada pela Hyundai Rotem. A CRRC passou a ocupar as instalações para fabricar material rodante destinado a projetos brasileiros.
A Câmara Municipal de Araraquara registrou em março de 2026 que a fábrica já se preparava para produzir as novas composições com entregas previstas a partir de 2027.

Por que a CRRC pode ser chamada de maior fabricante de trens do mundo?
O perfil institucional da CRRC define a companhia como a maior fornecedora mundial de equipamentos de transporte ferroviário, com atuação em trens urbanos, material ferroviário, manutenção e serviços.
O grupo tem sede em Pequim e mantém operações em dezenas de mercados.
Para quais linhas do Metrô os 44 trens serão enviados?
O Governo de São Paulo confirma que os veículos atenderão principalmente a expansão da Linha 2-Verde e também reforçarão as linhas 1-Azul e 3-Vermelha.
O contrato total é de aproximadamente R$ 3,1 bilhões. A produção será feita em Araraquara depois da fase de projeto e validação dos novos trens.
Quando as novas composições começam a chegar?
O BNDES informa entregas a partir de maio de 2027. Os recursos fazem parte do financiamento destinado à expansão da Linha 2-Verde e à compra de material rodante.
- 2026: desenvolvimento dos projetos e preparação industrial.
- 2027: início previsto das entregas.
- Linha 2-Verde: recebe parte importante da nova frota.
- Linhas 1-Azul e 3-Vermelha: também serão reforçadas.
A reaproveitação da planta existente também permite acelerar a preparação industrial, já que o local nasceu com vocação ferroviária e dispõe de estruturas compatíveis com esse tipo de produção.
Leia também: Multinacional investe R$ 1,4 bilhão em nova fábrica no interior de São Paulo.
Por que a fábrica de Araraquara voltou a ser estratégica?
O Brasil está ampliando investimentos em metrôs e ferrovias, e produzir os veículos dentro do país reduz a distância entre fabricação, testes e operação. A fábrica também poderá participar de outros projetos ferroviários.
Para Araraquara, a retomada mantém uma infraestrutura industrial já especializada em trens e recoloca a cidade dentro de uma nova rodada de encomendas de transporte sobre trilhos.
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