Flávio Bolsonaro é “grave risco institucional”, diz Haddad
Candidato a governador afirmou não poder conceber a possibilidade do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro chegar ao Planalto
O ex-ministro da Fazenda e candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira, 19, que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) a presidente é “um grave risco institucional“. O petista falou ainda que “não pode conceber” a possibilidade do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegar ao Planalto.
As declarações foram feitas durante sabatina realizada por O Globo, CBN e Valor Econômico. “Eu vim para cá [candidato ao governo de São Paulo] para não colocar [a estratégia nacional de Lula em risco]. Eu penso que tem um projeto nacional, e o Brasil corre um grave risco institucional, na minha opinião”, pontuou, referindo-se à campanha de Flávio.
“Eu não sei se todo mundo conhece o Flávio Bolsonaro como eu conheço o Flávio Bolsonaro, mas esse rapaz é um risco para o país. Tanto do ponto de vista econômico, social e internacional. Ele é um problema muito grande e eu não posso conceber a hipótese de ele assumir a Presidência da República“, falou Haddad.
Ainda na sabatina, o petista reconheceu que é difícil vencer a eleição para governador de São Paulo.
Rejeição
A campanha eleitoral mal começou, e Haddad viu sua rejeição subir em São Paulo, conforme aponta o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira.
A rejeição do petista avançou de 42,9% em julho para 44,3% em agosto, alta de 1,4 ponto em um mês.
Por outro lado, a do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seu principal adversário na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, manteve-se na faixa de 27% no mesmo período.
Tarcísio sobe, Haddad cai
Tarcísio tem 50% das intenções de voto no primeiro turno, Haddad tem 33,8%.
No levantamento anterior, realizado em julho, Tarcísio liderava com 48,5% das intenções de voto.
Haddad tinha 35,1%; Vera Lúcia, 1,7%; e Carlos Machado (PCB), 1,1%.
Brancos e nulos eram 7,9%. Indecisos, 4,8%.
Em junho, Tarcísio tinha 45,6% dos votos, contra 34,1% de Haddad, 4,6% de Paulo Serra (PSDB) e 3% de Kim Kataguiri (Missão).
Brancos, nulos e indecisos somavam 12,7%.
Kim Kataguiri e Paulo Serra deixaram a corrida ao governo de São Paulo para disputarem uma vaga na Câmara dos Deputados.
Na simulação de segundo turno, Tarcísio tem 53% das intenções de voto, contra 36,9% de Fernando Haddad.
Em julho, eles tinham 51,8% e 38,3%, respectivamente.
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Comentários (2)
Marian
19.08.2026 15:30Hahaha. Vamos falar de risco institucional então, comecemos pelo risco em nossas Estatais, não é SA ... Hahaha
Ademir Fenicio
19.08.2026 13:05Risco institucional é a ignorância e a corrupção institucionalizadas!