Por que a amiga de Lulinha ‘abandonou’ a mansão em Brasília?
Imóvel era usado por Roberta Luchsinger e pelo filho do presidente Lula para promover reuniões na capital federal
A lobista Roberta Luchsinger (foto), amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), deixou de frequentar a mansão alugada por ela em Brasília, desde que foi alvo de buscas em dezembro, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao Globo, o proprietário do imóvel contou que a amiga de Lulinha pagou adiantado o aluguel da residência localizada no Lago Sul, bairro nobre da capital federal.
Segundo o empresário, Roberta Luchsinger teria “abandonado” a casa, embora tenha mantido alguns funcionários cuidando da mansão.
Com vista para o Lago Paranoá e para a Ponte JK, a mansão é alugada a 28 mil reais por mês.
Ao jornal, a defesa da lobista disse que ela deixou de frequentar o imóvel por estar sob o efeito de medidas restritivas.
As restrições impostas por André Mendonça impedem Roberta Luchsinger de sair de São Paulo.
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Lulinha também frequentava a mansão
Lulinha e Roberta Luchsinger usavam a casa em Brasília para promover reuniões, segundo O Globo.
“Não era [casa] de morar. Era uma casa alugada, que quem fica mais tempo eram os funcionários. Era realmente uma casa de reunião. Geralmente, às 9h, vinha uma ou duas pessoas. Eu não ouvia as conversas, só servia café e era isso. Minha função era de doméstica. Não tinha envolvimento”, disse a empregada doméstica Zildeni Souza ao jornal.
Zildeni contou que Roberta e Lulinha frequentavam o imóvel pelo menos duas vezes por mês.
Quando o filho do presidente ia sozinho, a lobista avisava: “O seu Fábio está indo”.
A mensagem consta em um processo trabalhista movido pela empregada doméstica contra Roberta Luchsinger após ser demitida.
“Semana que vem o seu Fábio está indo. E aí vai com visita, vai ficar no quarto das kids [crianças]. Aí você arruma as camas de criança para os adultos que vão ficar”, diz o áudio.
Lulinha é investigado pela Polícia Federal por tráfico de influência no Palácio do Planalto.
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