TSE: candidatos ao Senado em 2026 têm média de 50 anos
Levantamento do TSE mostra o perfil dos 314 candidatos ao Senado, com maioria masculina, branca, casada e com ensino superior completo
A disputa pelas 54 vagas do Senado em 2026 reúne um perfil predominantemente masculino e de meia-idade. Levantamento com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que os 314 candidatos têm média de idade de 50 anos.
A eleição vai renovar dois terços da Casa, com duas vagas em disputa em cada estado e no Distrito Federal. São, em média, 5,8 candidatos para cada cadeira.
Apesar da quantidade de concorrentes, o número de candidaturas é inferior ao registrado em 2018. Naquele ano, 352 pessoas disputaram as mesmas 54 vagas. A redução chega a 10,8%.
A concentração de candidatos acima dos 50 anos é um dos principais retratos da eleição. São 205 concorrentes nessa faixa etária, o equivalente a 65,3% do total.
O grupo mais numeroso, individualmente, é formado pelos candidatos de 40 a 49 anos, com 86 nomes. Há ainda 85 entre 50 e 59 anos e 84 entre 60 e 69.
A disputa conta também com 33 candidatos de 70 a 79 anos e três com 80 anos ou mais. Os mais jovens, entre 35 e 39 anos, são 23.
Mulheres ainda são minoria
A corrida ao Senado continua majoritariamente masculina. Dos 314 candidatos, 245 são homens e 69 são mulheres.
Elas representam 22% das candidaturas. O percentual supera o registrado em 2018, quando as mulheres correspondiam a 17,3% dos concorrentes, mas praticamente repete a proporção observada em 2022, de cerca de 22,5%.
Maioria se declara branca
Os dados do TSE também mostram uma predominância de candidatos que se declaram brancos. São 191 nomes, ou 60,8% do total.
Os pardos somam 89 candidatos e os pretos, 28. Há ainda quatro indígenas e dois amarelos.
Pretos e pardos representam juntos 37,3% das candidaturas. Em 2018, as duas categorias correspondiam a 33,5% dos concorrentes.
Quase 80% têm diploma universitário
A formação educacional é outro ponto de concentração. Dos 314 candidatos, 248 declararam ter ensino superior completo, o equivalente a 79%.
Outros 21 informaram ter ensino superior incompleto. O ensino médio completo aparece em 36 candidaturas.
Há ainda cinco candidatos com ensino médio incompleto, dois com ensino fundamental completo, um com fundamental incompleto e um que declarou saber ler e escrever.
Casados são maioria
O estado civil também revela um perfil predominante. São 194 candidatos casados, ou 61,8% do total.
Os solteiros somam 72 e os divorciados, 41. Há quatro viúvos e três separados judicialmente.
Advocacia lidera entre as profissões
Entre as ocupações declaradas, a advocacia aparece no topo, com 36 candidatos.
Na sequência estão deputados, com 29 nomes; empresários, com 27; senadores, com 20; médicos, com 16; e engenheiros, com 15.
O levantamento identifica 32 senadores em exercício entre os candidatos. Desses, 12 registraram outras ocupações no cadastro eleitoral, como advogado, empresário, jornalista, administrador, agricultor e professor.
PL tem maior número de candidatos
Entre os 29 partidos que apresentam candidaturas na base analisada, o PL aparece na liderança, com 33 candidatos distribuídos por 25 das 27 unidades da Federação.
A UP tem 23 concorrentes; o PSOL, 21; MDB e PT, 19 cada; DC, 18; PSTU, 17; PSD, 15; e Novo e PCO, 14 cada.
O PCdoB é a única das 30 legendas registradas atualmente que não apresenta candidato próprio ao Senado na base. O partido integra a Federação Brasil da Esperança, ao lado de PT e PV.
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