Rede de academias que já quebrou consegue voltar à vida e anos depois ultrapassa 460 unidades pelo mundo
Rede de academias que já quebrou conseguiu se reerguer e hoje tem centenas de unidades pelo mundo. Entenda o que mudou na estratégia depois da falência

O que você vai ver
- Qual rede de academias já quebrou e hoje tem mais de 460 unidades.
- O que levou a academia à falência originalmente.
- Quem comprou a rede na falência e o que mudou na estratégia.
- Como o modelo de franquia foi decisivo para o crescimento.
Nem toda falência termina em fechamento definitivo. Uma rede de academias que quebrou há mais de uma década conseguiu se reerguer sob nova gestão e, anos depois, ultrapassou 460 unidades espalhadas por diferentes países, um dos casos mais marcantes de recuperação no setor de fitness.
Qual rede de academias já quebrou e hoje tem mais de 460 unidades?
A rede é a Crunch Fitness, que em maio de 2009 entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, na época operando academias em apenas seis cidades americanas e somando cerca de 73 mil membros ativos, número considerado pequeno diante do potencial da marca.
Passados os anos, a Crunch Fitness voltou por cima: hoje a rede ultrapassa 460 academias em operação em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Costa Rica, Portugal, Porto Rico e Espanha, somando cerca de 2,5 milhões de membros em todo o mundo.

O que levou a academia à falência originalmente?
A queda no número de membros, somada a contratos de aluguel de longo prazo com valores acima do que o mercado praticava na época, formou a combinação que levou a Crunch Fitness à recuperação judicial em 2009, período que também coincidiu com os efeitos da crise financeira global sobre o consumo de serviços como academias.
Manter unidades caras em cidades de custo elevado, com uma base de membros que já vinha encolhendo antes mesmo da crise se intensificar, deixou a operação da época insustentável financeiramente, mesmo com o reconhecimento de marca que a Crunch já tinha construído nos anos anteriores.
Quem comprou a rede na falência e o que mudou na estratégia?
Os empresários Mark Mastrov e Jim Rowley, ambos com histórico à frente da rede rival 24 Hour Fitness, se uniram ao braço de private equity da gestora Angelo Gordon para comprar a Crunch Fitness durante o próprio processo de recuperação judicial, ainda em 2009.
A dupla trouxe experiência acumulada em outra grande rede de academias para dentro da Crunch, decisão que se mostraria decisiva para o tipo de reformulação estratégica que a marca adotaria logo no ano seguinte à compra.
Como o modelo de franquia foi decisivo para o crescimento?
Em 2010, um ano depois de assumir o controle da Crunch Fitness, os novos donos decidiram apostar no modelo de franquias para expandir a marca, estratégia que permitiu crescer o número de unidades de forma muito mais rápida do que seria possível abrindo apenas academias próprias.
Ao transferir parte do investimento e do risco operacional para franqueados locais, a Crunch conseguiu se espalhar por outros países sem precisar bancar sozinha toda a expansão internacional, modelo que sustentou o crescimento contínuo da marca até ultrapassar as 460 unidades e gerar mais de R$ 5,5 bilhões em receita anual.
Most businesses close in Gavin Newsom’s California because of high costs, over regulation, taxes, theft, homelessness, or the minimum wage, but the Crunch Fitness in West Hollywood is closing for… other reasons pic.twitter.com/BRQRo239Vv
— Kevin Dalton (@TheKevinDalton) February 11, 2026
O que aconteceu com a marca depois de tanto crescimento?
O sucesso da reformulação chamou atenção de investidores maiores: em 2019, a gestora de private equity TPG comprou a Crunch Fitness por um valor não divulgado publicamente, dando início a uma nova fase de crescimento sob um controlador ainda mais capitalizado.
O interesse de fundos de investimento de grande porte pela marca, uma década depois de ela ter passado por recuperação judicial, reforça como uma reestruturação bem-sucedida pode transformar por completo a percepção de mercado sobre uma empresa que antes era vista como um risco financeiro.
- Maio de 2009: recuperação judicial, 6 cidades, ~73 mil membros.
- 2009: compra por Mark Mastrov, Jim Rowley e Angelo Gordon.
- 2010: adoção do modelo de franquias para acelerar a expansão.
- Hoje: mais de 460 unidades e cerca de 2,5 milhões de membros no mundo.
Assim como a Crunch Fitness se reergueu sob nova gestão, outras marcas também sobreviveram à própria falência ao mudar radicalmente o modelo de negócio, como mostra o caso da BCBG Max Azria, que passou a operar principalmente por licenciamento depois da recuperação judicial.
Mais detalhes sobre a recuperação da Crunch Fitness estão disponíveis no Inc..
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