TRE nega pedido de deputado por número do irmão de Michelle
Eduardo Torres, candidato do PL à Câmara Legislativa, usará numeração que havia sido solicitada por Roosevelt Vilela
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) negou o pedido de liminar do deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) para usar o número 22.222 nas eleições deste ano. O mérito da ação ainda será analisado.
Vilela, que busca o quarto mandato, afirmou ter solicitado ao partido, em outubro de 2025, o uso da sequência. O número, porém, foi destinado a Eduardo Torres (foto), irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que também concorrerá a deputado distrital pelo PL.
Em análise preliminar, o TRE-DF entendeu que cabe ao partido definir a numeração de seus candidatos.
O relator, desembargador Néviton Guedes, destacou que a legislação assegura ao parlamentar o “direito de manter” o número usado na eleição anterior, mas também “permite” que ele possa “requerer” uma nova numeração.
Disputa pelo número
Vilela concorreu em 2022 com o número 22.193.
Eduardo Torres, por sua vez, usou o 22.777. A sequência 22.222 é considerada cobiçada entre candidatos por ser mais fácil de memorizar.
“Se optar por solicitar, a principio, é faculdade do partido, como veremos, em sua autonomia, deliberar concedendo ou não o número requerido”, afirmou Guedes durante o julgamento.
Torres já disputou uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2018 e 2022, mas não foi eleito.
Neste ano, confirmou a candidatura e afirmou que a saúde do cunhado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, será prioridade durante a campanha.
“Se tiver que abrir mão da candidatura para dar atenção a ele, a gente vai fazer”, disse em abril deste ano.
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