Kim diz que sistema do Missão tentou barrar filiação de Flávio
Deputado afirmou que cadastro foi feito com e-mail institucional do senador e que TSE manteve filiação mesmo após alerta de divergência
O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou nesta quinta-feira, 13, que o sistema do partido tentou impedir a filiação de Flávio Bolsonaro à legenda após identificar divergências nos dados apresentados no cadastro. Segundo ele, a informação foi enviada automaticamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que manteve a filiação.
Em pronunciamento ao lado de integrantes da direção do Missão, Kim apresentou uma linha do tempo do episódio e disse que o cadastro foi realizado em 2 de agosto por alguém que tinha acesso ao e-mail institucional de Flávio Bolsonaro no Senado.
Segundo o deputado, o sistema do partido tem até dez dias para enviar os cadastros ao TSE. Assim, a filiação foi processada automaticamente na quarta-feira, 12.
“Nenhum de nós olha isso manualmente, porque existem milhares de filiados, o sistema faz isso automaticamente”, afirmou.
De acordo com Kim Kataguiri, o sistema identificou divergências entre o título de eleitor, o CPF e os demais dados informados. O alerta teria sido encaminhado ao TSE junto com a tentativa de filiação.
“O próprio sistema, portanto, tentou impedir a filiação mandando isso para o TSE. O TSE negou”, disse.
O deputado afirmou que não houve ação manual de integrantes do Missão para efetivar a filiação e rejeitou qualquer responsabilidade do partido pelo episódio.
“Não existe nenhuma responsabilidade nossa, como insinuações levianamente estão sendo colocadas”, declarou.
E-mail institucional
Kim também mostrou registros do sistema que, segundo ele, indicam que mensagens sobre o processo foram abertas por alguém com acesso ao e-mail institucional de Flávio Bolsonaro.
De acordo com o deputado, houve acesso às mensagens relacionadas à confirmação da filiação e ao envio das informações ao TSE.
“Quem tem acesso ao e-mail do Flávio abriu e clicou na filiação enviada ao TSE”, afirmou.
Para Kim Kataguiri, o episódio também levanta questionamentos sobre o funcionamento do gabinete de Flávio Bolsonaro. O deputado afirmou que a equipe do senador deveria ter identificado as mensagens recebidas no endereço institucional.
“O gabinete do Flávio foi negligente em não abrir o e-mail institucional”, disse.
Kim argumentou que, mesmo na hipótese de uma terceira pessoa ter obtido ilegalmente acesso ao e-mail do senador, a assessoria poderia ter percebido a movimentação ao acompanhar as mensagens recebidas.
“O nosso sistema avisou”, afirmou.
O deputado disse ainda que todas as medidas de prevenção previstas no sistema do Missão foram executadas e que a decisão final sobre a manutenção da filiação ocorreu no sistema do TSE.
“O nosso sistema acusou essa filiação para o TSE e o TSE não deixou nós negarmos essa filiação”, declarou.
O episódio levou Flávio Bolsonaro a ficar temporariamente registrado como filiado ao Missão, o que impediu o registro imediato de sua candidatura à Presidência. O partido abriu uma apuração para identificar quem realizou o cadastro.
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Comentários (1)
Angelo Sanchez
13.08.2026 15:32Qualquer que seja o partido Flávio Bolsonaro vai enfrentar o maior corrupto que o Brasil já conheceu e vai vencer o “descondenado”.