Trump anuncia saída de porta-voz da Casa Branca
Karoline Leavitt encerra função em agosto, poucos meses antes das eleições de meio de mandato; novo nome ainda não foi definido
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, encerrará suas funções até o final de agosto, conforme comunicado publicado pelo presidente Donald Trump em sua rede social, a Truth Social, nesta quarta-feira, 12.
A saída ocorre poucos meses antes das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, e menos de um mês depois de Leavitt retomar o trabalho após licença-maternidade.
Segundo Trump, a decisão da porta-voz está ligada ao desejo de dedicar mais atenção aos dois filhos pequenos e à vida familiar.
O presidente descreveu a decisão como compreensível e afirmou que ela passará a atuar como uma de suas principais conselheiras externas, além de assumir papel de destaque dentro do Partido Republicano durante a campanha eleitoral.
Trajetória no governo
Leavitt assumiu o comando da comunicação da Casa Branca em janeiro de 2025, logo no início do atual mandato de Trump, tornando-se a pessoa mais jovem a exercer a função na história do país. Antes disso, ela já havia atuado como assistente de imprensa durante o primeiro governo Trump e comandou a área de comunicação da campanha eleitoral de 2024.
A saída se dá poucas semanas após seu retorno de licença-maternidade, motivada pelo nascimento de sua segunda filha, Viviana, em 1º de maio. Leavitt voltou a comandar as coletivas em 16 de julho. Durante o período em que esteve afastada, autoridades como o vice-presidente e o secretário de Estado dividiram a tarefa de falar com a imprensa em seu lugar.
Declarações e continuidade
Em nota publicada por Trump, o presidente afirmou que Leavitt seguirá como uma “voz influente dentro do Partido Republicano” no esforço para vencer as eleições de meio de mandato. A própria porta-voz também se manifestou publicamente, chamando a experiência de “a honra e a aventura de uma vida”.
Ela acrescentou que, após o nascimento do segundo filho, sentiu que não conseguiria conciliar plenamente a maternidade com as exigências constantes de tempo e atenção do cargo.
Até o momento, o governo não indicou quem assumirá a função após a saída de Leavitt, que se tornou uma das figuras mais visíveis da atual gestão desde o início do mandato.
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