Mortos em terremoto na Colômbia chegam a 254
Balanço de vítimas fatais avança ao longo da terça-feira; Papa Leão XIV manifesta solidariedade ao povo colombiano
O terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira, 10, já matou 254 pessoas, segundo balanço divulgado pela agência Reuters na tarde desta terça-feira, 11, com base em levantamento das autoridades locais.
A cifra supera em quase o dobro a contagem nacional anterior, de 132 mortos, informada pelo governo do presidente Abelardo de la Espriella na noite de segunda. A região metropolitana de Pereira, no eixo cafeeiro do país, concentra a maior parte dos óbitos, enquanto Cali também registra danos expressivos.
Buscas por sobreviventes continuam
Equipes de resgate seguiam nesta terça-feira revirando escombros em busca de pessoas com vida, após trabalharem ao longo de toda a madrugada.
O epicentro do abalo foi identificado em Chocó, no litoral do Pacífico colombiano. O tremor foi percebido em Bogotá, Medellín e Cali, além de áreas próximas à fronteira com a Venezuela e territórios do Equador e do Panamá, conforme o Serviço Geológico Colombiano.
Moradores registraram o momento do terremoto em imagens compartilhadas nas redes sociais, mostrando construções ruindo e pessoas correndo para fora de edifícios. Manizales, cidade da região cafeeira, reviveu um cenário semelhante ao de 1999, quando outro tremor deixou mais de 1.100 mortos no local.
Apoio internacional e resposta do governo
Diversos países ofereceram assistência à Colômbia. Os Estados Unidos, cujo governo mantém alinhamento político com o de Espriella, disponibilizaram uma ajuda financeira de US$ 15,5 milhões.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, colocou à disposição o serviço de satélite Copernicus, da União Europeia, para apoiar as operações de resgate. Israel, México, Chile, Argentina e El Salvador também se manifestaram com ofertas de auxílio, assim como o Brasil, segundo nota do presidente Lula, ainda sem detalhamento das medidas.
O papa Leão XIV expressou pesar pelo desastre em mensagem enviada à Conferência Episcopal da Colômbia.
Segundo a Reuters, o presidente Espriella centralizou as operações de resgate em um comitê de emergência e decretou calamidade nacional, medida que marca o primeiro grande desafio de seu governo, menos de 72 horas após a posse, ocorrida na última sexta-feira, 7.
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