“Flávio Bolsonaro e Zema estão no nosso palanque”, diz Van Hattem
Candidato ao Senado pelo Novo afirma manter independência em relação às candidaturas nacionais
O candidato ao Senado pelo Novo do Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem (Novo) , afirmou que mantém independência em relação aos candidatos à Presidência e negou estar subordinado aos palanques nacionais.
Segundo van Hattem, no cenário nacional, os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) estarão juntos contra o PT em um eventual segundo turno.
“Eu não estou no palanque de Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro e Romeu Zema é que estão no nosso palanque, no Rio Grande do Sul”, disse ao SBT News.
“Nós temos muito respeito a todas as candidaturas no campo da direita que estão se colocando.”
Van Hattem também disse que a direita precisa “eleger o maior número de senadores” na eleição de outubro.
As críticas de Zema
No cenário nacional, porém, Zema tem mantido sua linha crítica ao senador Flávio Bolsonaro.
Na última quinta, 6, o ex-governador manteve a argumentação contrária ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o vazamento de áudios envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante a sabatina da GloboNews e g1, o presidenciável revelou que o PL garantiu que “não havia nada” referente ao escândalo do Banco Master.
“Tudo o que eu disse, eu confirmo, não mudo nada daquilo que eu disse. Foi um momento de muita indignação para mim. O partido Novo, que é o meu partido, fez aliança com o PL nos estados do Sul e foi dito a nós que não havia nada referente ao Banco Master. Então, me expressei daquela maneira”, diz o presidenciável.
Logo após o vazamento dos áudios e mensagens, Zema afirmou ter ficado “indignado” e disse que pessoas próximas a indivíduos envolvidos em irregularidades devem ser vistas com cautela.
Além disso, o ex-governador afirmou ser “sempre uma pessoa coerente” e que não poderia aplaudir “alguém que se envolveu com aquele banqueiro bandido”.
Incômodo
O posicionamento de Zema incomodou a base bolsonarista, principalmente o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Ele defendeu o rompimento da aliança entre o PL e o Novo.
Em publicação nas redes sociais, Eduardo atribuiu as críticas a uma disputa política.
“E em 2024 quem sabia quem era Vorcaro? E qual era a contrapartida que o Flávio poderia oferecer em 2024, além de sofrer perseguição? Que postura vagabunda, critica Flávio apenas porque ele queria estar no lugar do Flávio. Por mim rompia geral com o partido Novo”, escreveu.
Nos últimos meses, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro cogitavam Zema como um dos principais nomes para compor uma eventual chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro.
Leia mais: Zema mantém críticas a Flávio sobre áudios com Vorcaro
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