Renan Santos desafia Flávio Bolsonaro e propõe acordo na campanha
Candidato do Missão afirmou: “Eu faço uma troca: que não vazem seus vídeos, mas vá aos debates”
O candidato à Presidência da República Renan Santos voltou a desafiar Flávio Bolsonaro a participar dos debates eleitorais e fez duras críticas à ausência de propostas do adversário e do PL.
“Eu sequer quero que vazem os vídeos das putarias do senhor Flávio Bolsonaro. Flávio, eu faço uma troca: que não vaze vídeo nenhum seu, mas que você venha aos debates. Que você encare a gente na televisão, com todas as câmeras, e explique os malditos projetos que não existem”, afirmou Renan.
O candidato também atacou a estrutura partidária do PL e questionou o uso dos recursos destinados à Fundação Álvaro Valle. Segundo Renan, apesar dos recursos disponíveis, o partido não teria produzido um projeto político comparável ao Livro Amarelo, documento programático elaborado pelo Missão.
“O seu partido tem a Fundação Álvaro Valle. São centenas de milhões de reais que eles têm à disposição anualmente. 20% do recurso do fundo partidário daquele bordel, daquele pardieiro chamado PL. Eles construíram alguma coisa similar ao Livro Amarelo? Eles construíram alguma alternativa de poder? Eles não construíram absolutamente nada”, disse.
Renan ainda voltou a citar a proposta atribuída a Flávio Bolsonaro de distribuição de celulares para mulheres, que acabou sendo abandonada. Para ele, o episódio demonstraria a falta de um projeto consistente de governo.
Na sequência, o candidato também direcionou críticas a nomes ligados ao bolsonarismo nas redes sociais e rejeitou a possibilidade de que o deputado Nikolas Ferreira seja seu principal adversário político no futuro.
“Dizem que no futuro, ‘fique tranquilo, o adversário é o Nicolas’. Nunca foi e nunca será. Essas pessoas como ele, como os apoiadores dele, como os rapazes e moças, vão fazer campanha pra gente. Eles vão divulgar a gente porque é da natureza deles. Eles não nasceram pra mandar. Eles nasceram pra ter like, pra ter fama. Eles são divulgadores”, afirmou.
Renan encerrou defendendo que mudanças políticas seriam conduzidas por quem aceita enfrentar caminhos mais difíceis.
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