Designer de carros funda uma montadora, ela quebra depois de queimar US$ 1,4 bilhão; ele funda outra, e ela quebra também
Henrik Fisker fundou duas montadoras próprias e ambas quebraram: a primeira queimou US$ 1,4 bilhão, a segunda liquidou carros de US$ 39 mil por US$ 14 mil

O que você vai ver
- Qual designer fundou duas montadoras que quebraram.
- Como foi a primeira falência, em 2013.
- O que aconteceu com a segunda montadora.
- Quanto os carros chegaram a ser vendidos na liquidação.
Um designer de carros de renome fundou uma montadora que acabou falindo depois de queimar US$ 1,4 bilhão produzindo pouco menos de 2.500 unidades. Anos depois, o mesmo designer fundou uma segunda montadora com o próprio nome, e ela também quebrou.
Qual designer fundou duas montadoras que quebraram?
O designer é Henrik Fisker, profissional conhecido por trabalhos anteriores em marcas como BMW e Aston Martin, que fundou duas empresas próprias de carros elétricos ao longo da carreira, ambas batizadas com seu próprio sobrenome, e ambas encerradas em falência.
A primeira delas, a Fisker Automotive, faliu em 2013. A segunda, a Fisker Inc., pediu Chapter 11 em junho de 2024, pouco mais de uma década depois.
Fresh off the press! Watch Henrik Fisker and team doing final inspections of our pre-production #FiskerOceans coming off the line ☀️🌊#Fisker #FiskerOcean #EVs #CleanFutureForAll pic.twitter.com/FFYzQeRnur
— Fisker Inc. (@FiskerInc) September 23, 2022
Como foi a primeira falência, em 2013?
A Fisker Automotive produziu o modelo Karma, sedã híbrido de luxo, mas entregou menos de 2.500 unidades antes de fechar as portas, depois de queimar cerca de US$ 1,4 bilhão em capital investido, boa parte proveniente de financiamento do governo americano e de investidores privados.
O fracasso da primeira empresa já apontava para um padrão que se repetiria anos depois: dificuldade real em transformar um design atraente e um conceito ambicioso em produção industrial em escala capaz de gerar receita suficiente.
O que aconteceu com a segunda montadora?
A Fisker Inc. apostou no SUV elétrico Ocean como único produto principal, mas o veículo enfrentou problemas recorrentes de software depois do lançamento, o que prejudicou a reputação da marca junto aos primeiros compradores.
Em fevereiro de 2024, a empresa já admitia publicamente dúvidas sobre sua capacidade de continuar operando. Um mês depois, negociações para receber investimento de outra montadora, apontada como sendo a Nissan, fracassaram, forçando a Fisker a reduzir drasticamente as operações antes do pedido formal de falência, em junho.
- 2013: falência da Fisker Automotive, após queimar US$ 1,4 bilhão.
- Anos seguintes: Henrik Fisker funda a Fisker Inc., com o SUV elétrico Ocean.
- Fevereiro de 2024: empresa admite dúvidas sobre continuidade.
- Março de 2024: negociação de investimento com outra montadora fracassa.
- Junho de 2024: pedido formal de Chapter 11.
Our #FiskerOcean prototypes keep getting tested & fine tuned for first deliveries in November 22! “I’m really impressed with how far the car is already. We’re way past the benchmark.“ Stay tuned for the full testing recap of Abbie Eaton and Henrik Fisker, coming up this weekend! pic.twitter.com/xff3YhJOdw
— Fisker Inc. (@FiskerInc) June 16, 2022
Quanto os carros chegaram a ser vendidos na liquidação?
Já dentro do processo de falência, a Fisker pediu autorização ao tribunal para vender os veículos elétricos remanescentes por cerca de US$ 14 mil cada, uma fração do preço original de US$ 38.999 do modelo básico, numa liquidação que refletia a urgência de gerar caixa para pagar credores.
Executivos da empresa, incluindo o próprio Henrik Fisker, ainda enfrentam processos de acionistas que os acusam de violações relacionadas a valores mobiliários e de induzir o público a erro sobre a real situação financeira da companhia.
Assim como no caso da Northvolt, que também não conseguiu transformar bilhões captados em produção funcionando na escala prometida, a segunda falência da Fisker reforça como startups de veículos elétricos enfrentam um desafio de execução industrial muito maior do que o de levantar capital inicial.
Mais detalhes sobre o processo estão disponíveis na TechCrunch.
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