Rede de roupas culpa brecha alfandegária usada por rivais chinesas e fecha 354 lojas pela segunda vez em 6 anos
Forever 21 fechou 354 lojas nos EUA pela segunda vez e culpou a regra "de minimis", brecha alfandegária usada por Shein e Temu para vender mais barato

O que você vai ver
- Qual rede fechou todas as lojas americanas pela segunda vez.
- Qual brecha alfandegária a empresa culpou.
- O que aconteceu na primeira falência, em 2019.
- O que continua funcionando fora dos Estados Unidos.
Uma rede de roupas fechou todas as 354 lojas que mantinha nos Estados Unidos, pela segunda vez em seis anos, e atribuiu boa parte da culpa a uma brecha específica na legislação alfandegária americana, usada por concorrentes chinesas de fast fashion.
Qual rede fechou todas as lojas americanas pela segunda vez?
A rede é a Forever 21, que pediu falência em março de 2025 e anunciou o fechamento de todas as 354 lojas que ainda mantinha nos Estados Unidos até 30 de abril daquele ano.
A empresa vinha perdendo dinheiro havia anos: mais de US$ 400 milhões negativos somados nos três últimos exercícios fiscais antes da falência, incluindo US$ 150 milhões só no último ano, segundo documentos do próprio processo.
Forever 21 has filed for bankruptcy in the U.S. pic.twitter.com/w3ZR6Gwkw8
— Dexerto (@Dexerto) March 17, 2025
Qual brecha alfandegária a empresa culpou?
No próprio pedido de falência, a Forever 21 apontou diretamente concorrentes chinesas de fast fashion, como Shein e Temu, como parte central do problema, citando especificamente uma regra alfandegária americana conhecida como “de minimis”.
Essa regra permite que produtos importados avaliados em até US$ 800 entrem nos Estados Unidos sem pagar as tarifas alfandegárias padrão quando enviados diretamente a pessoas físicas, mecanismo que Shein e Temu usam em larga escala para vender peças a preços muito abaixo dos praticados por redes tradicionais como a própria Forever 21.
O que aconteceu na primeira falência, em 2019?
A primeira falência da Forever 21, em setembro de 2019, levou ao fechamento de até 178 lojas nos Estados Unidos, mas a marca sobreviveu: em fevereiro de 2020, a Authentic Brands Group e a Simon Property Group compraram a empresa por US$ 81 milhões, mantendo a operação nos anos seguintes.
- Setembro de 2019: primeira falência, fechamento de até 178 lojas.
- Fevereiro de 2020: compra da marca pela Authentic Brands Group e Simon Property Group, por US$ 81 milhões.
- Anos seguintes: pressão crescente de concorrentes chinesas de fast fashion.
- Março de 2025: segunda falência, com culpa atribuída à regra “de minimis”.
- Abril de 2025: fechamento de todas as 354 lojas americanas restantes.

O que continua funcionando fora dos Estados Unidos?
As lojas internacionais da Forever 21 não foram afetadas diretamente pela falência americana, já que a Authentic Brands Group detém a propriedade intelectual da marca fora dos Estados Unidos e pode seguir licenciando o nome para outros operadores ao redor do mundo.
Essa separação entre operação americana e licenciamento internacional é parecida com o que aconteceu com a Hudson’s Bay, cuja marca sobreviveu ao fechamento total das lojas físicas através da venda a outra empresa, mostrando como uma marca de varejo pode sobreviver comercialmente mesmo quando a operação original que a construiu desaparece.
Mais detalhes sobre o processo estão disponíveis na CNBC.
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